Jornal O Estado de S. Paulo rejeita arquivamento de censura prévia
Jornal O Estado de S. Paulo rejeita arquivamento de censura prévia
| Divulgação |
| Ricardo Gandour |
Na última sexta-feira (29), o jornal O Estado de S. Paulo, q ue tem o jornalista Ricardo Gandour como diretor de Conteúdo , rejeitou o pedido de desistência de ação impetrada pelo empresário Fernando Sarney contra o veículo. Em manifestação entregue ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), Manuel Alceu Affonso Ferreira, advogado do Estadão , afirmou que o jornal prefere o julgamento final do mérito do caso.
"O que o jornal quer é ver esse processo extinto por julgamento de fundo, mediante resolução de mérito", argumentou o advogado. "É isso o que persegue, não lhe satisfazendo a ilusória e farisaica benesse de uma 'desistência'. Esta poderá agradar ao autor, que nela por certo vislumbrou cômoda escapatória aos embaraços a si próprio causados pela censura que requereu, e momentaneamente conquistou".
Desde o dia 31 de julho, por decisão do TJ-DF, o Estadão está proibido de publicar informações sobre a "Operação Boi Barrica", que investiga possíveis irregularidades cometidas por Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).
Após ações do veículo em instâncias inferiores, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro, a Corte não reconheceu recurso do jornal, mantendo a restrição ao veículo.
Oito dias após o parecer do STF, Fernando Sarney apresentou pedido de desistência da ação. Na época, a diretora jurídica do Grupo Estado, Mariana Uemura, considerou a iniciativa uma "ação de efeito midiático".
A recusa do jornal ocorre após o fim do recesso do Judiciário, encerrado em sete de janeiro deste ano. Com a iniciativa, Affonso Ferreira disse que o Estadão pleiteia "a solução da controvérsia jurisdicional de fundo, isto é. Meritória, por meio de sentença que rejeite os pleitos trazidos a juízo pelo autor, é dizer, a plena improcedência da ação".
Para o advogado, ao pedir o julgamento do mérito do caso, o jornal se abstém de ficar a "mercê de uma precária 'desistência' sujeita aos vindouros e indevassáveis caprichos do autor (Fernando Sarney)". A informação é do jornal O Estado de S. Paulo .
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