Jornal Meia Hora faz paródia da revista Caras para falar de prisão de ex-banqueiro

Jornal Meia Hora faz paródia da revista Caras para falar de prisão de ex-banqueiro

Atualizado em 27/08/2008 às 19:08, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

Jornal Meia Hora faz paródia da revista Caras para falar de prisão de ex-banqueiro

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A edição da última terça-feira (26) do jornal carioca Meia Hora trouxe uma capa inusitada e bem-humorada: em uma alusão à revista de celebridades Caras , discutia os privilégios do banqueiro Salvatore Cacciola na prisão.

Henrique Freitas, diretor executivo do jornal, explicou ao Portal IMPRENSA que o jornal estampou essa paródia na capa porque é uma publicação que pode fazer esse tipo de jornalismo. "Nós temos a possibilidade de ser um jornal que brinca sem inventar; a preocupação jornalística está ali, todos os fatos estão ali, mas os passamos de uma forma bem humorada porque o jornal permite o bom humor sem ser apelativo, sem baixaria", disse.

A idéia de fazer uma capa da revista fictícia "Celas", paródia de Caras , surgiu na reunião de pauta após a discussão da notícia de que Cacciola teria comido lagosta na cadeia. O título da ilustração é: "Os jantares com salmão e lagosta que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola saboreia em seu cafofo no luxuoso presídio de Bangu 8, cadeia das celebridades". Abaixo, o convite: "Conheça a Ilha de Celas".

Reprodução
Capa do Meia Hora inspirada em Caras

Para Freitas, "a brincadeira por si só já vale a pena, aporque leva a uma série de qustionamentos sobre os privilégios dos presos. E os leitores perceberam que havia algo mais que a simples notícia. Chama a atenção para o descalabro que é aquilo", afirmou.

Esta edição do Meia Hora teve 240 mil exemplares vendidos. Perguntado sobre um possível problema judicial com a revista Caras , o diretor executivo do jornal respondeu que pensou nisso, mas acredita que a idéia "passa a ser um elogio e uma homenagem a uma revista que é referência nesse mundo. Eu não faria isso se não tivesse visualmente o reconhecimento do público. Quem entendeu a piada, entendeu que a Caras é uma referência, que está no imaginário popular".

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