Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários

Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários

Atualizado em 22/10/2008 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários

Outra vítima da crise financeira dos Estados Unidos, o jornal Financial Times anunciou que fará cortes em sua equipe para contornar gastos supérfluos. Diferente do que acontece com publicações jornalísticas, as demissões - cerca de 60 - serão feitas nos departamentos comerciais, como pesquisa, vendas publicitárias, financeiro, tecnologia, eventos e marketing.

Segundo reportagem do The Guardian online, o diário já está consultando seus funcionários a respeito das dispensas, garantindo que os jornalistas serão poupados. A preocupação da empresa, no entanto, é que as possíveis perdas de bibliotecários afete a qualidade do setor editorial. O editor-gerente do Financial Times , Dan Bogler, declarou que seis pessoas da biblioteca enfrentarão uma provável demissão.

John Ridding, chefe executivo do jornal, enviou um e-mail aos funcionários informando e esclarecendo os cortes. Nós estamos sempre pensando em dinamizar nossa organização, para deixá-la o mais eficiente possível e adaptá-la às rápidas mudanças da indústria midiática. Isso envolve a criação de uma estrutura de gerenciamento global, integrando o impresso e o online e trazendo nossas aquisições para mais perto do FT ", afirmou ele.

Fontes internas do próprio jornal disseram ao Guardian que a ação seria como "fazer um Murdoch" no diário, em referência às demissões na biblioteca da área de "Notícias Internacionais" que aconteceu em julho deste ano e tirou o emprego de 25 pessoas. Há duas semanas, Robert Shrimsley, editor de notícias do Financial Times , alertou os funcionários para não creditarem a enciclopédia virtual como fonte aceitável de informações. "Dizer que 'eu li no Wikipedia' não funcionará como desculpa para quando forem confrontados com um pedido de correção", escreveu ele.

O Financial Times , que está em campanha para que empresas não parem de anunciar em seu espaço durante a crise, passou por um último grande corte em 2006, quando 50 postos foram tirados, em sua maioria na produção.

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