Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários
Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários
Jornal Financial Times anuncia corte de 60 funcionários
Outra vítima da crise financeira dos Estados Unidos, o jornal Financial Times anunciou que fará cortes em sua equipe para contornar gastos supérfluos. Diferente do que acontece com publicações jornalísticas, as demissões - cerca de 60 - serão feitas nos departamentos comerciais, como pesquisa, vendas publicitárias, financeiro, tecnologia, eventos e marketing.
Segundo reportagem do The Guardian online, o diário já está consultando seus funcionários a respeito das dispensas, garantindo que os jornalistas serão poupados. A preocupação da empresa, no entanto, é que as possíveis perdas de bibliotecários afete a qualidade do setor editorial. O editor-gerente do Financial Times , Dan Bogler, declarou que seis pessoas da biblioteca enfrentarão uma provável demissão.
John Ridding, chefe executivo do jornal, enviou um e-mail aos funcionários informando e esclarecendo os cortes. Nós estamos sempre pensando em dinamizar nossa organização, para deixá-la o mais eficiente possível e adaptá-la às rápidas mudanças da indústria midiática. Isso envolve a criação de uma estrutura de gerenciamento global, integrando o impresso e o online e trazendo nossas aquisições para mais perto do FT ", afirmou ele.
Fontes internas do próprio jornal disseram ao Guardian que a ação seria como "fazer um Murdoch" no diário, em referência às demissões na biblioteca da área de "Notícias Internacionais" que aconteceu em julho deste ano e tirou o emprego de 25 pessoas. Há duas semanas, Robert Shrimsley, editor de notícias do Financial Times , alertou os funcionários para não creditarem a enciclopédia virtual como fonte aceitável de informações. "Dizer que 'eu li no Wikipedia' não funcionará como desculpa para quando forem confrontados com um pedido de correção", escreveu ele.
O Financial Times , que está em campanha para que empresas não parem de anunciar em seu espaço durante a crise, passou por um último grande corte em 2006, quando 50 postos foram tirados, em sua maioria na produção.
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