Jornal Estado de Minas e senador eleito Aécio Neves negam ligação com quebra de sigilo
Jornal Estado de Minas e senador eleito Aécio Neves negam ligação com quebra de sigilo
Atualizado em 21/10/2010 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jornal Estado de Minas e senador eleito Aécio Neves negam ligação com quebra de sigilo
Em nota divulgada na última quarta-feira (20), o jornal Estado de Minas afirmou que as notícias sobre o suposto envolvimento da publicação no caso de quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB decorrem de "debates acalorados às vésperas da eleição". A declaração foi feita após o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou para o veículo durante três anos, ter confessado a encomenda de dados para violação de registros do Imposto de Renda de tucanos e parentes do presidenciável José Serra (PSDB).De acordo com o portal G1, o jornal mineiro afirmou durante o período em que Ribeiro Jr. foi repórter do veículo, não publicou matéria sobre o assunto. "O Estado de Minas faz jornalismo", concluiu o veículo.
| Reprodução |
| Aécio Neves (PSDB) |
Sobre o caso
A Polícia Federal (PF) afirmou, em nota, que as investigações indicaram que Ribeiro Jr. "utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e de pessoas físicas desde o final de 2008", e que os dados serviram como base para a elaboração de relatórios. Porém, a PF declarou que ainda "não foi comprovada sua utilização em campanha política".
Na última quarta, o jornalista - que havia sido contratado para trabalhar no núcleo de inteligência da campanha de Dilma Rousseff (PT) - havia confessado ter feito encomenda para violação de registros do Imposto de Renda de tucanos e parentes de José Serra (PSDB), adversário da petista.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o despachante Dirceu Rodrigues Garcia teria sido procurado em seu escritório pelo profissional de imprensa para que pudesse levantar informações fiscais de empresas: "Eu só recebi os CPFs e CNPJs. Não sabiam de quem eram", explicou. O despachante cobrou pelo serviço o valor de R$ 12 mil, e negou que tenha recebido outros R$ 5 mil como uma espécie de "cala boca" para não revelar detalhes sobre o esquema: "Foi um auxílio, uma ajuda de custo. Jamais fui ameaçado. O Amaury não é bandido", disse.
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