Jornal El País será relançado como jornal internacional em espanhol
Jornal El País será relançado como jornal internacional em espanhol
Jornal El País será relançado como jornal internacional em espanhol
O jornal espanhol El País , carro-chefe do grupo Prisa, será relançado, no próximo fim de semana, como um jornal internacional em língua espanhola, e não mais como uma publicação independente.
Além de um novo projeto, o jornal terá mudanças também em seu conteúdo e a inovação pretende tornar o veículo apto a concorrer com a internet, que em muitos casos oferece a mesma informação de maneira mais rápida e gratuita - o El País , por exemplo, conta com cerca de 800 mil leitores diários via Internet, diante de algo calculado em cerca de 2 milhões de leitores diários do jornal em papel.
Segundo Javier Moreno, diretor de redação do jornal, o El País passará a usar mais imagens e terá mais espaço para reportagens investigativas. "A mudança não terá por objetivo aumentar a vendagem do jornal, mas vender um jornal melhor", afirma em entrevista à agência Reuters.
Em texto do seu ex-blog, Cesar Maia comenta o artigo escrito por Javier Moreno, no último domingo (14), que faz referências à reforma por que deve passar o El País . Maia afirma não entender a "modernização de linguagem" e confessa ter sentido algum "odor partidário" na medida.
"O jornal - independente da manhã - que então saiu às ruas, era um feroz compromisso com a sociedade daquele momento, com as liberdades, com a democracia e com a mudança, que estavam sendo produzidas depois de 40 anos de uma ditadura insólita na Europa Ocidental. E esse foi seu êxito: sua independência insubornável, sua capacidade de ajustar-se aos anseios e às aspirações principais da sociedade espanhola de 1976", diz o artigo de Moreno sobre a tradição do jornal El País .
Em seu texto, Maia fala sobre o que destaca Moreno ao tratar do intuito das mudanças. "Não estamos falando que as fotos devam ser maiores ou menores; não estamos tocando em pormenores das margens para ver se as páginas ficam um pouco mais modernas; não pretendemos mais ser vistosos como puro efeito pirotécnico. Estamos colocando em jogo questões fundamentais para a Espanha dos próximos 20 anos. E temos uma idéia muito clara do país que queremos, porque ser independentes não implica carregar a lousa da indiferença ou da eqüidistância: aspiramos a uma sociedade aberta, liberal, moderadamente progressista, o que muitas vezes foi identificado como posições de centro-esquerdo deste país, ainda que, a propósito de estrondosas rixas com governos socialistas".






