Jornal dos EUA decide publicar anúncios-pagos de casamentos gays após controvérsia

Jornal dos EUA decide publicar anúncios-pagos de casamentos gays após controvérsia

Atualizado em 01/09/2010 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Após uma semana de controvérsia e protestos de internautas, o jornal norte-americano declarou, na última terça-feira (31), que aceitará anúncios pagos de casamentos considerados legais, inclusive de pessoas do mesmo sexo. Na semana passada, o jornal foi acusado de se recusar a publicar informações sobre a união entre duas mulheres.

Em reposta às acusações, a publicação, que cobre o estado de Nebraska, sublinhou que não publicará anúncios de "cerimônias de compromisso, parcerias e outras uniões que não sejam por meio de casamento, independentemente do gênero", afirmou o publisher Terry Kroeger.

Na semana passada, o jornal se recusou a publicar o anúncio de compromisso entre um casal de lésbicas e foi alvo de protesto na rede social Facebook.

"O empresário Jeff Wilke me ligou a respeito da colocação de um anúncio da união de sua filha Kristy e de sua companheira, Jessica Kitzman", contou o publisher. "Infelizmente, a conversa teve fim antes mesmo que eu pudesse discutir a questão. Em vez disso, a questão foi lançada no Facebook, o que gerou uma tempestade contra o jornal promovida por pessoas apaixonadas pelo tema", explicou.

"O mais preocupante tem sido um retrato impreciso do que seria a nossa cobertura e posicionamento sobre a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo", sublinhou Kroeger, que defendeu a isonomia da publicação ao tratar homossexualismo.

"Este jornal não pode ser acusado de odiar gays e lésbicas", afirmou. "Deveríamos ter analisado esse assunto com mais clareza? Provavelmente. Demoramos demais para reagir às acusações? Talvez. Mas, odiosos em relação ao assunto? Jamais", escreveu o publisher rebatendo afirmações de que o jornal promovia o ódio contra a comunidade gay.

"Nós entendemos que cerimônias de compromisso e eventos similares são importantes para muitas pessoas", disse Kroeger. "Nós escolhemos reconhecer apenas uniões legais, firmadas em acordo com o Estado. Se os cidadãos e o estado aprovam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nossa postura se ajustará a estas mudanças", finalizou. As informações são do Editor & Publisher.

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