Jornal do Zimbábue volta a ser processado após republicar documentos do WikiLeaks

Jornal do Zimbábue volta a ser processado após republicar documentos do WikiLeaks

Atualizado em 20/12/2010 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornal The Standard , do Zimbábue, foi novamente alvo de processo. Após a primeira-dama Grace Mugabe pedir US$ 15 milhões por difamação, os diretores do Banco Central (BC) e do serviço secreto do país entraram na Justiça contra o veículo por reproduzir documentos secretos divulgados pelo site WikiLeaks.

Segundo a agência EFE, os arquivos, que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, envolvem funcionários das duas instituições no tráfico ilegal de diamantes. O diretor do BC do Zimbábue, Gideon Gono, e o chefe da Organização Central de Inteligência, Happyton Bonyongwe, pedem US$ 12,5 milhões e US$ 10 milhões de indenização, respectivamente, por danos e prejuízos a suas pessoas. Os dois negam envolvimento no tráfico de diamantes.

O documento diplomático publicado pelo Standard menciona o diretor de uma companhia mineradora, Andrew Cranswick. A empresa foi desalojada de um das minas de diamantes pelo governo do Zimbábue em 2006. Crasnwick, no entanto, negou que tenha falado sobre o caso com representantes da diplomacia dos EUA.

Na última semana, Grace - esposa do presidente Robert Mugabe -, entrou com processo contra o Standard por também divulgar uma nota diplomática em que ela era acusada de ter ganho milhões de dólares com a venda ilegal de diamantes. O advogado da primeira-dama, George Chikumbirike, alegou que o texto dava a entender que ela teria se beneficiado de seu casamento com Mugabe para ter acesso aos chamados "diamantes de sangue", obtidos em condições de trabalho sub-humanas.

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