Jornal discute liberdade de expressão uma década após problemas com charges

Quase dez anos após a publicação de doze charges sobre Maomé que renderem alguns atentados frustrados por parte dos islamitas, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten tornou-se uma das principais vozes a respeito dos limites da liberdade de expressão no mundo.

Atualizado em 28/09/2015 às 16:09, por Redação Portal IMPRENSA.

publicação de doze sobre Maomé que renderem alguns atentados frustrados por parte dos islamitas, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten tornou-se uma das principais vozes a respeito dos limites da liberdade de expressão no mundo.

Crédito:Reprodução Jornal debate limites da liberdade de expressão após problemas com charges de Maomé
De acordo com a AFP, o debate, que ganhou bastante força após o ataque à redação da Charlie Hebdo em janeiro deste ano, tem se polarizado bastante em relação aos veículos de comunicação dinamarqueses.

No caso do Jyllands-Posten , este tema gera muitas discordâncias dentro da própria redação. Para Kurt Westergaard, autor de uma das charges, "seria muito perigoso" trazer à tona um editorial sobre os desenhos veiculados em 2005. O ex-chefe da seção "Cultura" do jornal e responsável por autorizar o "especial", Flemming Rose, classificou como "ingênua" a decisão de veicular cartuns sobre o islamismo.

"Acho totalmente aceitável que os editores decidam não publicar desenhos deste tipo, mas desde que sejam honestos sobre os motivos. Não devemos apontar o dedo porque um jornal tem medo de publicar uma charge sobre isso", disse Rose.

A professora de jornalismo na Goldsmiths College, de Londres, Angela Phillips, também defende esta polarização de sentimentos por parte da mídia internacional. "As atitudes em relação à liberdade de expressão se polarizaram. A violência gerada por simples desenhos fez muitos jornalistas refletirem sobre como representam as minorias, enquanto em outros casos tornou muitos jornalistas menos sensíveis a estas questões".