Jornal dinamarquês se recusa a reproduzir charges da "Charlie Hebdo" por precaução

"Jyllands-Posten", que já foi alvo de terroristas, se considerou em situação "especial".

Atualizado em 08/01/2015 às 16:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Após o atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo na última quarta-feira (7/1), diversas publicações ao redor do mundo reproduziram as polêmicas charges do semanal em referência à religião islâmica. Um jornal dinamarquês, porém, se recusou a fazer o mesmo por "precaução".
Crédito:Reprodução Com medo de retaliações, jornal não publicou charges da "Charlie Hebdo"
Segundo a EFE, o Jyllands-Posten já foi alvo de ameaças de terroristas em 2005, quando publicou uma série de caricaturas do profeta Maomé, messias da religião islâmica. Por conta disso, o redator-chefe da publicação, Jorn Mikkelsen, disse que estão em "situação especial".
"Solidarizamo-nos com os colegas da Charlie Hebdo , mas decidimos pela solução correta para nós, nossa situação é especial. Temos que cobrir esta história importante, por sua vez somos uma parte dela. Não é fácil", declarou o jornalista.
Mikkelsen afirmou que tem "responsabilidade" pela segurança de seus funcionários, e que publicar as charges, neste momento, poderia colocá-los em risco. "Durante anos tentamos contribuir para que o debate avançasse, acima da antiga luta sobre os desenhos de Maomé de há quase dez anos. Se o Jyllands-Posten os publicar - antigos, novos, com ou sem Maomé - tudo giraria sobre isso e escureceria o que aconteceu desde 2005", acrescentou.