Jornal de oposição é novamente liberado para circular na Venezuela
A Justiça venezuelana concedeu ao jornal de oposição Sexto Poder o direito de voltar à circulação. Desde 20 de agosto, o semanário não era publicado, por ordem judicial dada após a divulgação, em primeira página, de uma montagem fotográfica que ridicularizava funcionárias do governo.
Em contrapartida, o tribunal proibiu o periódico de publicar textos ou imagens que firam a reputação de funcionários públicos, ou que possam ser considerados insultos às mulheres.
A fotomontagem, que ocasionou os problemas com a Justiça, trazia os rostos da Presidente do Supremo, Luisa Estela Morales, da ouvidora, Gabriela Ramírez, e da procuradora-geral, Luísa Ortega Díaz, colados em corpos de dançarinas, com o título de "As poderosas da revolução bonita".
Outra consequência da matéria foi a prisão da diretora do jornal, Dinorá Giron, no último dia 21, solta dois dias depois. As investigações por insultos, estímulo ao ódio e ofensas públicas às mulheres seguem sobre a diretora e o editor Leocenis Garcia, que está foragido. Ele disse que se entregaria caso o jornal voltasse a circular.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) avalia o caso como uma violação da liberdade de expressão.
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