Jornal de 81 anos pode deixar de circular na Venezuela por falta de papel
"El Carabobeño" tem estoque para apenas mais uma semana. Governo prometeu carregamento, mas ainda não entregou.
Atualizado em 18/03/2015 às 16:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Mais um antigo jornal venezuelano tem sua circulação ameaçada por conta da crise de falta de papel no país. O El Carabobeño , que há 81 anos é lido por moradores do Estado de Carabobo, tem estoque para apenas mais uma semana de distribuição.
Crédito:Reprodução Jornal pode deixar de circular por falta de papel
Segundo o próprio jornal, o órgão que regula a importação de matéria-prima na Venezuela foi procurado, mas informou que "lamentavelmente, está com "as mãos atadas" e não pode fazer nada para resolver o problema. Na edição do último domingo (15/3), o El Carabobeño afirmou que só tinha material para ser impresso pelos nove dias seguintes.
Depois disso, o diretor do jornal, Eduardo Alemán, recebeu uma mensagem do governo informando que lhe disponibilizaria um caminhão com 48 bobinas de papel. Segundo ele, esse é o suficiente para que a publicação continue sendo impressa até o mês de maio. O El Carabobeño já teve de diminuir o número de páginas (de 48 para 32) e também reduzir sua tiragem (50% durante a semana e 20% aos fins de semana).
Ainda segundo Alemán, não há certeza de que o governo entregue o carregamento prometido — o que não aconteceu até esta quarta-feira (18/3). "Eles [governo] trabalham assim, e não é só com o El Carabobeño . É o caso do El Impulso , que estava a dois dias de deixar de circular e então eles mandaram um caminhão de papel", disse o executivo. De acordo com a ONG Espacio Público, dez jornais e uma revista já deixaram de circular na Venezuela desde o início da crise, em setembro de 2013.
Crédito:Reprodução Jornal pode deixar de circular por falta de papel
Segundo o próprio jornal, o órgão que regula a importação de matéria-prima na Venezuela foi procurado, mas informou que "lamentavelmente, está com "as mãos atadas" e não pode fazer nada para resolver o problema. Na edição do último domingo (15/3), o El Carabobeño afirmou que só tinha material para ser impresso pelos nove dias seguintes.
Depois disso, o diretor do jornal, Eduardo Alemán, recebeu uma mensagem do governo informando que lhe disponibilizaria um caminhão com 48 bobinas de papel. Segundo ele, esse é o suficiente para que a publicação continue sendo impressa até o mês de maio. O El Carabobeño já teve de diminuir o número de páginas (de 48 para 32) e também reduzir sua tiragem (50% durante a semana e 20% aos fins de semana).
Ainda segundo Alemán, não há certeza de que o governo entregue o carregamento prometido — o que não aconteceu até esta quarta-feira (18/3). "Eles [governo] trabalham assim, e não é só com o El Carabobeño . É o caso do El Impulso , que estava a dois dias de deixar de circular e então eles mandaram um caminhão de papel", disse o executivo. De acordo com a ONG Espacio Público, dez jornais e uma revista já deixaram de circular na Venezuela desde o início da crise, em setembro de 2013.





