"Jornal da Cultura": 25 anos dialogando com telespectadores
A atual apresentadora do "Jornal da Cultura" conhece muito bem a casa, já passou por lá anos antes para comandar o programa "
Atualizado em 15/08/2011 às 15:08, por
Luiz Gustavo Pacete.
A atual apresentadora do "Jornal da Cultura" conhece muito bem a casa, já passou por lá anos antes para comandar o programa "Vitrine", também trabalhou em reportagens especiais no Japão e Inglaterra pela emissora. A sensação de estar à vontade é notável ao encontrá-la no camarim, primeiro estágio antes de começar mais um dia, jornada que IMPRENSA acompanhou a partir das 17h40 de uma quinta-feira de agosto. Ela é Maria Cristina Poli, falante, desinibida e natural, exatamente como apresenta o JC. Poli começou a conversa ali mesmo, durante a maquiagem, que seguiu redação adentro.
Em entrevista ao próprio "Vitrine", assim que assumiu o JC em outubro de 2010, Poli contou que seu estilo é esse: conversar com o telespectador sem qualquer formalidade. Concluindo: ela não é uma jornalista de bancada, seu negócio é rua, são pessoas e, se possível, boas histórias. Aliás, foi essa uma das exigências feitas pela jornalista ao ser convidada a conduzir a nova versão do JC. "Eu disse para a direção da casa: 'olha esse negócio de bancada e de formalidade não vai ser comigo'". Sua exigência não era um problema, o que a Cultura queria mesmo era um jornal com personalidade, que se opusesse ao mainstrean do noticiário brasileiro. Bastidores do "Jornal da Cultura", do camarim passando pela reunião de pauta até à bancada
"Eu tento explicar a notícia em uma linguagem que o telespectador entenda. Além disso, nosso jornal preza pelo debate. Somos analíticos ao mesmo tempo em que buscamos a simplicidade". O didatismo impresso no formato fica claro no quadro "Jornal da Cultura Explica", criado como um projeto que deveria ser chamado "ABC da Notícia": ele tem o objetivo de explicar temas que habitam o senso comum dos brasileiros, mas que passam despercebidos, como inflação, funções de ministros, guerras, conflitos e leis.
Ao falar em "prezar o debate", Poli se refere às seis duplas diárias de comentaristas que a acompanham na bancada, com o objetivo de avaliar os principais temas do noticiário. Atitude desafiadora, já que, com tanta análise, o equilíbrio e o cuidado para que o jornal não seja cansativo é constante. As duplas chegam à emissora uma hora antes, são recebidas e, em uma rápida lida de espelho com Poli apontam o que querem comentar. "Não é algo rígido, alguns querem ver o que vai ao ar, outros não se importam, e assim eles participam", diz ela. É exatamente nesses convidados que estão uma das apostas de diferenciação do JC.
Apesar de o papel dos comentaristas ser de explicar os fatos, entre uma notícia e outra suas opiniões geram repercussões imediatas dos telespectadores, já que Poli, com um celular, ou iPad na mão lê ao vivo criticas e comentários. "Nossos convidados possuem liberdade, podem criticar e debater, e eu estou ali para equilibrar". É fato, criticas acontecem com frequência. Principalmente quando se encontram o jornalista Eugenio Bucci e o sociólogo Demétrio Magnoli, ambos não poupam criticas nem às matérias da casa. Em fevereiro deste ano, a dupla criticou no ar uma notícia sobre a proposta do governo para regionalizar a saúde. Segundo Magnoli, a matéria exibida "era baseada em uma declaração de intenções e não em um fato", ao que Bucci concordou: "É importante nós termos claro que o protagonista de uma notícia de interesse público é o cidadão afetado por alguma medida do governo", declarou.
No dia em que IMPRENSA acompanhou os bastidores do JC, as discussões começaram logo na sala VIP, local onde ficam os convidados antes de ir para a bancada, recebidos a café e pão de queijo. Neste dia, ao passar os assuntos com Vladimir Safatle e Maristela Barros - ambos professores da USP - Poli já começava a moderação ali mesmo. "Pessoal já são vinte para as nove, vamos passar o espelho e deixar a discussão para a bancada". Desta maneira, ela contém os convidados que entram no clima ali mesmo nos bastidores.
Convidados discutem na sala VIP Além de duplas diárias, o JC conta com um quadro semanal seguindo a premissa de esclarecer alguns temas para seus telespectadores, é o "Pronto Atendimento", momento em que um especialista interage com a audiência via web. Neste dia, a advogada Marta Penteado falou sobre aposentadoria. "O quadro tem esse papel de esclarecer, ele é tão importante que já teremos um fixo sobre previdência", anuncia Poli. Para Marta, é fundamental prestar este tipo de serviço, entre seus cuidados ao esclarecer dúvidas está a objetividade. "Já que estamos na TV e lidando com um tempo limitado me esforço para ser objetiva e juntar perguntas que atendam a um maior número de telespectadores, diz a advogada.
Com tantos convidados, entrevistados e agendas para conciliar, o JC precisa de uma boa produção e isso fica por conta da experiência de Dina Amendola, jornalista que trabalha com Poli há anos e é responsável por assegurar a presença de boas fontes. Atenta ao que se passa na redação, Dina tenta produzir até a matéria de IMPRENSA, aponta quem são as pessoas e determina como devem ser as imagens. Natural, ela reflete ali o que faz diariamente: produção. "Trabalho há muito tempo com jornalismo e aqui tenho a responsabilidade de alinhar agendas, conseguir fontes e entrevistados", conta. Poli se prepara para assumir definitivamente a bancada. Pouco antes, a apresentadora já gravou as chamadas, o off, conversou em particular com um dos convidados e encontrou tempo para ver se está tudo bem com as crianças. "Tenho dois filhos, um casal. Claro que eles não aguentam me esperar até a noite, mas o difícil da profissão é isso, não dar tanta atenção a eles, pelo menos no almoço consigo ficar em casa.
Já são 21h e está tudo pronto, depois do telefonema e do cafezinho, Poli assume a bancada juntamente com os dois convidados da noite. Entre uma matéria e outra, as conversas entre Poli e os comentaristas são constantes. A jornalista realmente dispensa o protocolo: "olha a telespectadora Maria está pedindo aqui para mandar um alô para ela. Então aqui vai um alô", algo impensável em qualquer outro formato e emissora. Por fim, às 22h14 acaba mais uma edição do JC, Poli relaxa e finaliza: "o dia foi muito produtivo, agora vamos embora".
Assim termina o JC, um jornal que comparado com todos os seus concorrentes se esforça em ser radicalmente diferente, principalmente pelo número de comentaristas e pela informalidade. Aos 25 anos, o JC busca a proximidade com o telespectador prestando serviço e deixando de lado a sisudez.
Protagonistas da história Divulgação
Poli entrevista Rubens Barbosa, ex-embaixador nos EUA
É desta maneira, buscando aproximação e diferenciação que o JC comemora seus 25 anos no mês de agosto. Para celebrar, um projeto arrojado: resgatar grandes fatos que permearam o jornal e a história brasileira. "Nosso desafio era ir além de contar a história, mas emocionar, inclusive pelas imagens, valorizando o arquivo da TV Cultura, mas aproveitando os momentos para contar os acontecimentos de forma mais humana". Poli também deixa claro que as imagens falam muito neste projeto, pois mostram o que aconteceu com as pessoas depois de tanto tempo. As entrevistas começaram dia 1º de agosto e seguem até o final do mês.
Ao todo serão mais de 20 entrevistados. O critério foi selecionar personalidades que acompanharam de perto relevantes fatos políticos, sociais, econômicos, culturais e esportivos, ao longo dos últimos 25 anos. Entre eles estão, Fernando Henrique Cardoso, falando, entre outros assuntos, sobre o Plano Real; José Dirceu, sobre a primeira posse de Lula; Pérsio Arida, sobre o Plano Cruzado; Roberto Cabrini comentando a execução de Sadam Husseim e Nuno Cobra comentando a morte de Ayrton Senna, além de muitos outros.
"Eu sei a quem sirvo"
Divulgação
A frase dita por Poli é cheia de significados, pois a TV Cultura recebe subsídios do governo do estado de São Paulo. Algumas vezes, a emissora é criticada por adotar linha favorável ao governo em suas matérias. Questionada pelo Portal IMPRENSA sobre ter de lidar com tais criticas, Poli rebate: "eu sei a quem sirvo" e deixa claro que jamais recebeu qualquer tipo de recomendação ou intromissão editorial.
IMPRENSA - Você acredita que a TV Cultura é injustiçada quando recebe criticas de ser chapa-branca? Maria Cristina Poli - Sinceramente, não recebo este tipo de feedback dos telespectadores e, mesmo que recebesse tenho total segurança em dizer que nunca me deram recomendações quanto à linha editorial, minha única pretensão é servir o telespectador com informação relevante.
IMPRENSA - No episódio em que Demétrio Magnoli criticou a reportagem houve algum desconforto? Maria Cristina Poli - Esse episódio é uma prova de que os convidados têm total liberdade para opinarem, não só não aconteceu nada, como ele continuou comentando e vira e mexe faz criticas.
IMPRENSA - Qual característica atual do JC faz com que você repense sua responsabilidade? Maria Cristina Poli - O fato de ele ser indicado e recomendado nas escolas, isso aumenta nossa responsabilidade de pensar no papel de informar, inclusive sobre fatos históricos para as novas gerações.
Com a palavra, o telespectador
A interação com os telespectadores no Twitter é intensa. Antes de começar a apresentar, Poli já está de olho no microblog com seu iPad, ela lê, observa e anota recomendações e pautas sugeridas. Já na bancada a opinião continua, ao vivo, Poli lê comentários e criticas.
Acompanhe alguns deles:
"Hoje vou perder 5 minutos da minha novela pra ver o Jornal da Cultura que a Nora falou, olha como sou uma aluna fofa e exemplar" Cris Ousada
"Vocês não estão sendo coerentes. Acabaram de lamentar a morte de um corredor suicida e querem censurar a corrida do Neymar!" Yuri Monteiro
"Parabéns pelo vídeo. Muito diferente do vídeo do Jornal Nacional que pede para o povo ficar em casa. Parabéns pelo jornal" Erick Fernandes
"Lamentável a abordagem de vocês sobre o vandalismo inglês, querendo edulcorar atos criminosos com sociologia barata" Paulo Eneas
"Tem vezes que o Jornal da Cultura me surpreende positivamente pela criticidade. Mas meio minuto depois fica óbvio que é mesmo um Estado do PSDB" Marília Moschkovich
"Precisamos discutir mais violência de gênero e femicídio na mìdia, é necessário falar e esclarecer a população"! Maria Deodorina
"O Jornal da Cultura menciona o #ForaRicardoTeixeira ...o Jornal Nacional não menciona ...mas jornalismo não é algo isento, imparcial? Não entendo" Sócrates Brasileiro
Leia mais:

Em entrevista ao próprio "Vitrine", assim que assumiu o JC em outubro de 2010, Poli contou que seu estilo é esse: conversar com o telespectador sem qualquer formalidade. Concluindo: ela não é uma jornalista de bancada, seu negócio é rua, são pessoas e, se possível, boas histórias. Aliás, foi essa uma das exigências feitas pela jornalista ao ser convidada a conduzir a nova versão do JC. "Eu disse para a direção da casa: 'olha esse negócio de bancada e de formalidade não vai ser comigo'". Sua exigência não era um problema, o que a Cultura queria mesmo era um jornal com personalidade, que se opusesse ao mainstrean do noticiário brasileiro. Bastidores do "Jornal da Cultura", do camarim passando pela reunião de pauta até à bancada
"Eu tento explicar a notícia em uma linguagem que o telespectador entenda. Além disso, nosso jornal preza pelo debate. Somos analíticos ao mesmo tempo em que buscamos a simplicidade". O didatismo impresso no formato fica claro no quadro "Jornal da Cultura Explica", criado como um projeto que deveria ser chamado "ABC da Notícia": ele tem o objetivo de explicar temas que habitam o senso comum dos brasileiros, mas que passam despercebidos, como inflação, funções de ministros, guerras, conflitos e leis.
Ao falar em "prezar o debate", Poli se refere às seis duplas diárias de comentaristas que a acompanham na bancada, com o objetivo de avaliar os principais temas do noticiário. Atitude desafiadora, já que, com tanta análise, o equilíbrio e o cuidado para que o jornal não seja cansativo é constante. As duplas chegam à emissora uma hora antes, são recebidas e, em uma rápida lida de espelho com Poli apontam o que querem comentar. "Não é algo rígido, alguns querem ver o que vai ao ar, outros não se importam, e assim eles participam", diz ela. É exatamente nesses convidados que estão uma das apostas de diferenciação do JC.
Apesar de o papel dos comentaristas ser de explicar os fatos, entre uma notícia e outra suas opiniões geram repercussões imediatas dos telespectadores, já que Poli, com um celular, ou iPad na mão lê ao vivo criticas e comentários. "Nossos convidados possuem liberdade, podem criticar e debater, e eu estou ali para equilibrar". É fato, criticas acontecem com frequência. Principalmente quando se encontram o jornalista Eugenio Bucci e o sociólogo Demétrio Magnoli, ambos não poupam criticas nem às matérias da casa. Em fevereiro deste ano, a dupla criticou no ar uma notícia sobre a proposta do governo para regionalizar a saúde. Segundo Magnoli, a matéria exibida "era baseada em uma declaração de intenções e não em um fato", ao que Bucci concordou: "É importante nós termos claro que o protagonista de uma notícia de interesse público é o cidadão afetado por alguma medida do governo", declarou.
No dia em que IMPRENSA acompanhou os bastidores do JC, as discussões começaram logo na sala VIP, local onde ficam os convidados antes de ir para a bancada, recebidos a café e pão de queijo. Neste dia, ao passar os assuntos com Vladimir Safatle e Maristela Barros - ambos professores da USP - Poli já começava a moderação ali mesmo. "Pessoal já são vinte para as nove, vamos passar o espelho e deixar a discussão para a bancada". Desta maneira, ela contém os convidados que entram no clima ali mesmo nos bastidores.
Convidados discutem na sala VIP Além de duplas diárias, o JC conta com um quadro semanal seguindo a premissa de esclarecer alguns temas para seus telespectadores, é o "Pronto Atendimento", momento em que um especialista interage com a audiência via web. Neste dia, a advogada Marta Penteado falou sobre aposentadoria. "O quadro tem esse papel de esclarecer, ele é tão importante que já teremos um fixo sobre previdência", anuncia Poli. Para Marta, é fundamental prestar este tipo de serviço, entre seus cuidados ao esclarecer dúvidas está a objetividade. "Já que estamos na TV e lidando com um tempo limitado me esforço para ser objetiva e juntar perguntas que atendam a um maior número de telespectadores, diz a advogada. Com tantos convidados, entrevistados e agendas para conciliar, o JC precisa de uma boa produção e isso fica por conta da experiência de Dina Amendola, jornalista que trabalha com Poli há anos e é responsável por assegurar a presença de boas fontes. Atenta ao que se passa na redação, Dina tenta produzir até a matéria de IMPRENSA, aponta quem são as pessoas e determina como devem ser as imagens. Natural, ela reflete ali o que faz diariamente: produção. "Trabalho há muito tempo com jornalismo e aqui tenho a responsabilidade de alinhar agendas, conseguir fontes e entrevistados", conta. Poli se prepara para assumir definitivamente a bancada. Pouco antes, a apresentadora já gravou as chamadas, o off, conversou em particular com um dos convidados e encontrou tempo para ver se está tudo bem com as crianças. "Tenho dois filhos, um casal. Claro que eles não aguentam me esperar até a noite, mas o difícil da profissão é isso, não dar tanta atenção a eles, pelo menos no almoço consigo ficar em casa.
Já são 21h e está tudo pronto, depois do telefonema e do cafezinho, Poli assume a bancada juntamente com os dois convidados da noite. Entre uma matéria e outra, as conversas entre Poli e os comentaristas são constantes. A jornalista realmente dispensa o protocolo: "olha a telespectadora Maria está pedindo aqui para mandar um alô para ela. Então aqui vai um alô", algo impensável em qualquer outro formato e emissora. Por fim, às 22h14 acaba mais uma edição do JC, Poli relaxa e finaliza: "o dia foi muito produtivo, agora vamos embora".
Assim termina o JC, um jornal que comparado com todos os seus concorrentes se esforça em ser radicalmente diferente, principalmente pelo número de comentaristas e pela informalidade. Aos 25 anos, o JC busca a proximidade com o telespectador prestando serviço e deixando de lado a sisudez.
Protagonistas da história Divulgação
Poli entrevista Rubens Barbosa, ex-embaixador nos EUA É desta maneira, buscando aproximação e diferenciação que o JC comemora seus 25 anos no mês de agosto. Para celebrar, um projeto arrojado: resgatar grandes fatos que permearam o jornal e a história brasileira. "Nosso desafio era ir além de contar a história, mas emocionar, inclusive pelas imagens, valorizando o arquivo da TV Cultura, mas aproveitando os momentos para contar os acontecimentos de forma mais humana". Poli também deixa claro que as imagens falam muito neste projeto, pois mostram o que aconteceu com as pessoas depois de tanto tempo. As entrevistas começaram dia 1º de agosto e seguem até o final do mês.
Ao todo serão mais de 20 entrevistados. O critério foi selecionar personalidades que acompanharam de perto relevantes fatos políticos, sociais, econômicos, culturais e esportivos, ao longo dos últimos 25 anos. Entre eles estão, Fernando Henrique Cardoso, falando, entre outros assuntos, sobre o Plano Real; José Dirceu, sobre a primeira posse de Lula; Pérsio Arida, sobre o Plano Cruzado; Roberto Cabrini comentando a execução de Sadam Husseim e Nuno Cobra comentando a morte de Ayrton Senna, além de muitos outros.
"Eu sei a quem sirvo"
Divulgação
A frase dita por Poli é cheia de significados, pois a TV Cultura recebe subsídios do governo do estado de São Paulo. Algumas vezes, a emissora é criticada por adotar linha favorável ao governo em suas matérias. Questionada pelo Portal IMPRENSA sobre ter de lidar com tais criticas, Poli rebate: "eu sei a quem sirvo" e deixa claro que jamais recebeu qualquer tipo de recomendação ou intromissão editorial. IMPRENSA - Você acredita que a TV Cultura é injustiçada quando recebe criticas de ser chapa-branca? Maria Cristina Poli - Sinceramente, não recebo este tipo de feedback dos telespectadores e, mesmo que recebesse tenho total segurança em dizer que nunca me deram recomendações quanto à linha editorial, minha única pretensão é servir o telespectador com informação relevante.
IMPRENSA - No episódio em que Demétrio Magnoli criticou a reportagem houve algum desconforto? Maria Cristina Poli - Esse episódio é uma prova de que os convidados têm total liberdade para opinarem, não só não aconteceu nada, como ele continuou comentando e vira e mexe faz criticas.
IMPRENSA - Qual característica atual do JC faz com que você repense sua responsabilidade? Maria Cristina Poli - O fato de ele ser indicado e recomendado nas escolas, isso aumenta nossa responsabilidade de pensar no papel de informar, inclusive sobre fatos históricos para as novas gerações.
Com a palavra, o telespectador
A interação com os telespectadores no Twitter é intensa. Antes de começar a apresentar, Poli já está de olho no microblog com seu iPad, ela lê, observa e anota recomendações e pautas sugeridas. Já na bancada a opinião continua, ao vivo, Poli lê comentários e criticas.
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"Hoje vou perder 5 minutos da minha novela pra ver o Jornal da Cultura que a Nora falou, olha como sou uma aluna fofa e exemplar" Cris Ousada
"Vocês não estão sendo coerentes. Acabaram de lamentar a morte de um corredor suicida e querem censurar a corrida do Neymar!" Yuri Monteiro
"Parabéns pelo vídeo. Muito diferente do vídeo do Jornal Nacional que pede para o povo ficar em casa. Parabéns pelo jornal" Erick Fernandes
"Lamentável a abordagem de vocês sobre o vandalismo inglês, querendo edulcorar atos criminosos com sociologia barata" Paulo Eneas
"Tem vezes que o Jornal da Cultura me surpreende positivamente pela criticidade. Mas meio minuto depois fica óbvio que é mesmo um Estado do PSDB" Marília Moschkovich
"Precisamos discutir mais violência de gênero e femicídio na mìdia, é necessário falar e esclarecer a população"! Maria Deodorina
"O Jornal da Cultura menciona o #ForaRicardoTeixeira ...o Jornal Nacional não menciona ...mas jornalismo não é algo isento, imparcial? Não entendo" Sócrates Brasileiro
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