Jornal cubano pede que cidadãos mantenham "firmeza política" ante os EUA

"Não podemos ser ingênuos frente aos desafios atuais", reforçou

Atualizado em 06/02/2015 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (5/2), o jornal oficial cubano Granma pediu aos cidadãos que não sejam ingênuos ante os Estados Unidos depois da aproximação histórica entre os países. A publicação solicita ainda que os cidadãos mantenham a "firmeza" ideológica.

Crédito:Reprodução Artigo sustenta necessidade de mudanças, mas sem perder a firmeza ideológica
Segundo AFP, o jornal do Partido Comunista disse: "O que muda agora é o cenário e as nuances, o que exigirá serenidade e reflexão do nosso povo, e ainda assim manter, frente ao novo processo que se inicia, a firmeza que sempre nos caracterizou".
"Não podemos ser ingênuos frente aos desafios atuais e ignorar a natureza divergente das relações entre os dois governos, muito menos ignorar o fato de que se destina, a partir do território americano, corroer as instituições revolucionárias através de diferentes métodos, cujos fundamentos estão agora em campos ideológicos e culturais, sem abandonar o desejo de nos conduzir ao colapso econômico", acrescentou.

A publicação reforça que a sociedade deve "continuar o trabalho educativo nas escolas para reforçar os valores associados ao socialismo, soberania e patriotismo". Convidou ainda os meios de comunicação cubanos a "estar mais alertas do que nunca para enfrentar a avalanche cultural que virá da indústria hegemônica americana do entretenimento e que pretende, às vezes, confundir o 'americano' com o 'moderno'".
Nova relação
Em 17 de dezembro de 2014, os presidentes Barack Obama e Raul Castro fizeram o anúncio histórico de que os dois países restauraram suas relações diplomáticas após meio século.

Obama afirmou que não há nenhuma mudança no objetivo de buscar a democratização da ilha comunista, mas nos métodos, uma vez que a política de isolamento não se mostrou eficaz. Em janeiro, ele amenizou as restrições a viagens e envio de dinheiro para a ilha, e solicitou ao Congresso que levantasse o embargo econômico vigente desde 1962.