Jornal chinês desafia censura e pede liberdade de repórter que denunciou fraude

O jornal Modern Express, da província do Cantão, localizado no sul da China, decidiu enfrentar as autoridades do país ao publicar, nesta quarta-feira (23/10), em sua primeira página um editorial intitulado "Por favor, libertem-no".

Atualizado em 23/10/2013 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

província do Cantão, localizado no sul da China, decidiu enfrentar as autoridades do país ao publicar, nesta quarta-feira (23/10), em sua primeira página um editorial intitulado "Por favor, libertem-no". O texto faz menção a um de seus repórteres que foi detido por ter revelado fraude de uma grande empresa.


Crédito:Reprodução Jornal pediu libertação de seu repórter preso por denunciar fraude
De acordo com a EFE, a polícia só anunciou na última terça (22/10) a prisão do jornalista, ao publicar em sua conta oficial no Weibo, o Twitter chinês, que estão investigando o caso e que o repórter foi detido oficialmente no sábado (19/10). A prisão do profissional é a segunda entre os funcionários do Modern Express .


"Queridos leitores, nosso jornalista Chen Yongzhou escreveu sobre os problemas financeiros da Zoomlion e foi detido pela polícia acusado de danos ao prestígio empresarial. Por isso temos que lançar nossa voz", destacou o jornal. Nas publicações, Chen havia informado que a empresa, segunda maior fabricante de equipamentos para a construção no país, inflou artificialmente seu lucro e manipulou o mercado.


"Sempre acreditamos que se trabalhássemos de forma responsável, não teríamos nenhum problema; e se, por qualquer motivo, tivéssemos algum problema, poderíamos publicar correções e pedir desculpas. E se a coisa se tornasse muito séria, nos prepararíamos para um julgamento, e se perdêssemos, pagaríamos a compensação exigida", completou a publicação.


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