Jornal britânico teria comprado informações que levaram à renúncia de político inglês
Jornal britânico teria comprado informações que levaram à renúncia de político inglês
O jornal britânico Daily Telegraph , responsável pela divulgação de gastos de parlamentares do país - que levaram à renúncia de Michael Martin, presidente da Câmara dos Comuns - está recebendo críticas porque teria pagado pelas informações.
As denúncias, consideradas por um deputado "a mais grave crise constitucional desde a abdicação de Edward VIII em 1936", elevaram as vendas do jornal. Segundo a imprensa local, teriam sido 90 mil exemplares a mais no primeiro dia e 600 mil nos primeiros onze dias.
As informações, entretanto, não seriam um "furo jornalístico". O jornal The Guardian alega que um homem não identificado - provavelmente um funcionário do gabinete de contabilidade do Parlamento - tentou vender as informações. Os jornais The Sun e Daily Express teriam considerado a quantia pedida muito alta, mas o Daily Telegraph teria aceitado o valor.
O jornal não confirma a compra; Benedict Brogan, editora adjunta do Telegraph , afirmou que "uma das grandes regras do jornalismo é que se deve estabelecer que a informação é verdadeira, e de interesse público, mas que as fontes não sejam reveladas".
Para Andres Pierce, editor da publicação, esta é "a melhor campanha jornalística que Grã-Bretanha viu em décadas". "Ao desentranhar centenas de faturas, o Telegraph demonstrou que os jornalistas são capazes de interpretar e explicar com clareza um material complexo, o que é muito mais difícil para blogueiros políticos, por melhores que sejam", declarou.
Segundo a agência de notícias AFP, a decisão do jornal de publicar as primeiras revelações às 20h, antes dos noticiários de TV das 22h e do fechamento dos jornais, fez a visitação a seu site aumentar 35%. A Scotland Yard, polícia secreta britânica, já afirmou que não vai investigar como as informações vazaram para a imprensa.
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