Jornal argentino Clarin perde 60% da publicidade oficial do governo do país

Jornal argentino Clarin perde 60% da publicidade oficial do governo do país

Atualizado em 08/09/2010 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornal argentino Clarin perde 60% da publicidade oficial do governo do país

O governo da Argentina anunciou que ampliará o volume de publicidade oficial para os meios de comunicação que apoiam a base governista do país. Entre os beneficiados estão as publicações do Grupo Szpolski, proprietário do jornal BAE .

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o oposicionista Clarín perdeu 60% da publicidade oficial que recebia em 2008, época em que não enfrentava acusações da presidente argentina Cristina Kirchner. A publicação recebeu este ano 5,1 milhões de pesos em anúncios do governo, ante 11 milhões de pesos recebidos pelo BAE .

Uma comparação entre os dois jornais mostra que o BAE, com tiragem diária de apenas 1,8 mil exemplares, recebeu 427 vezes mais verbas de publicidade oficial do governo que o Clarín .

As informações sobre a publicidade oficial direcionada aos meios de comunicação foram divulgadas pela organização não-governamental Poder Ciudano, após pedido feito ao chefe de gabinete de ministros Aníbal Fernández. Um levantamento baseado nos dados revelou que os jornais oposicionistas têm recebido menos verbas publicitárias do governo atualmente.

De 2003, ano em que o marido de Cristina, Néstor Kirchner, assumiu a presidência, até 2010, a publicidade do governo registrou aumento de 750%. Só em 2009, o setor já distribuiu cerca de US$ 230 milhões aos meios de comunicação do país.

Na última terça (07), deputados da oposição encaminharam um projeto de lei para que se estabeleçam critérios na divisão de verba para publicidade oficial entre os veículos de mídia na Argentina. A proposta faria com que a partilha fosse feita por uma comissão após receber aprovação do Senado.

O Clarín e o La Nación , principais jornais críticos do casal Kirchner, já foram denunciados pela presidente por, supostamente, terem adquirido ilegalmente ações da maior produtora de papel-jornal do país, a Papel Prensa. Segundo opositores, a intenção da líder argentina seria a de obter o controle da distribuição e comercialização do produto, e, assim, prejudicar os dois veículos.

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