Jornal argentino diz que oposição brasileira sofrerá com o fim da CPMF
Jornal argentino diz que oposição brasileira sofrerá com o fim da CPMF
O jornal argentino Clarin declarou em reportagem que, apesar da vitória contra a prorrogação da CPMF, a oposição brasileira sofrerá conseqüências. "São US$ 24 bi que deixarão de entrar nos cofres públicos a partir do próximo ano", afirmou o jornal.
A reportagem comenta que "apesar de a oposição ter festejado em princípio, com o passar das horas os analistas concordavam: Foi uma vitória pírrica".
O Clarin acrescenta que a medida obrigará o reforço da austeridade fiscal não só do governo federal, mas de dois grandes estados, São Paulo e Minas Gerais, governados respectivamente por José Serra e Aécio Neves, ambos candidatos à Presidência.
"A taxa foi criada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi, entretanto, quem mais combateu a prorrogação do imposto por mais quatro anos", lembrou o jornal. O texto relata, ainda, que Lula tinha o apoio de 13 partidos, mas, no último instante, sete dos senadores da base do governo se uniram à oposição e o projeto que prorrogava a CPMF foi vencido.
Segundo informações da BBC, a reportagem se encerra comentando que, "para os analistas, o mais importante da derrota de Lula no Congresso, é que se demonstrou que a oposição, que parecia esmagada pela alta popularidade do presidente, se revelou mais forte do que parecia, inclusive capaz de vencer batalhas".
O jornal britânico Financial Times também comentou sobre a derrota da CPMF dizendo que ela tornará mais difícil ao governo alcançar suas metas fiscais e deve abalar a confiabilidade dos investidores.
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