Jornal alemão causa polêmica ao dizer que nome do mascote da Copa significa "ânus"

"Fuleco", nome do tatu-bola escolhido como símbolo da Copa do Mundo no Brasil, ganhou uma tradução que causou polêmica na imprensaalemã no fim de março.

Atualizado em 01/04/2014 às 16:04, por Redação Portal IMPRENSA.

como símbolo da Copa do Mundo no Brasil, ganhou uma tradução que causou polêmica na imprensa alemã no fim de março. Segundo o jornal Die Welt , a palavra é sinônimo de "ânus" na "linguagem popular do Brasil".
Crédito:Divulgação/Fifa Nome de mascote da Copa causou confusão na imprensa alemã
De acordo com a Folha de S.Paulo , a informação se espalhou rapidamente entre outros grandes veículos da Alemanha, como o Bild , o Hamburger Morgenpost e o Stern . O assunto chegou a ser mencionado em jornais austríacos, como o Tiroler Tageszeitung e o Österreich , entre outros.
Alguns dos veículos que reproduziram a informação falsa chegaram a criticar a Fifa e a organização brasileira do evento, chamando a ideia de "vergonhosa". Na última segunda-feira (31/3), porém, dois jornais alemães voltaram atrás e se desculparam pela falha.
O Bild e o Hamburger Morgenpost informaram que o mascote Fuleco foi vítima de uma "brincadeira de mau gosto", admitindo o engano de suas próprias redações. Segundo eles, a relação com a região do corpo humano teria surgido no Dicionário Informal, portal que recebe contribuições livres de qualquer usuário. A suposta tradução teria sido uma piada criada por internautas que não gostaram da escolha do nome para o personagem.
O premiado blog alemão criticou a imprensa local pelo que chamou de "disparate". "Fuleco não quer dizer 'ânus'. Até há pouco tempo, a palavra sequer fazia parte da língua portuguesa", diz o site, citando o jornalista alemão Dietmar Lang, que vive há anos no Brasil e "nunca ouviu, nem de forma mais remota" qualquer conotação negativa relacionada ao nome do mascote.
A autora do publicado no Die Welt , que deu início a toda a confusão, se defendeu dizendo que o termo "remonta à linguagem dos escravos africanos no Brasil", usando como fonte uma explicação retirada da internet.