Jornal afirma que general Figueiredo sabia sobre atentado no Riocentro em 1981

Em sua edição do último domingo (30/03), O Globo revelou que o ex-presidente militar, general João Figueiredo, tinha sido alertado com pelo menos um mês de antecedência pelo Serviço Nacional de Informação (SNI) sobre os planos do Destacamento de Operações de Informações (DOI) de fazer um atentado contra o Riocentro, em 1981.

Atualizado em 31/03/2014 às 16:03, por Redação Portal IMPRENSA.

domingo (30/03), O Globo revelou que o ex-presidente militar, general João Figueiredo, tinha sido alertado com pelo menos um mês de antecedência pelo Serviço Nacional de Informação (SNI) sobre os planos do Destacamento de Operações de Informações (DOI) de fazer um atentado contra o Riocentro, em 1981.
Crédito:Reprodução Jornal revela que general sabia do atentado, mas não o impediu
A informação se baseia nos documentos do Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o caso. Na ocasião, a cantora Elba Ramalho se apresentava para uma multidão que participava do evento comemorativo ao Dia do Trabalho, quando uma bomba explodiu no carro onde estavam os militares.

De acordo com a publicação, o chefe do SNI, Otávio Medeiros, prestou dois depoimentos sobre o fatídico episódio. No primeiro, ele declarou que "de um mês e meio a um mês antes de 30 de abril" foi informado pelo general Newton Cruz, (que na época do atentado era chefe da Agência Central do SNI), "de uma operação que seria realizada por dois elementos do DOI no Riocentro".
Entretanto, Cruz acusou o colega de mentir sobre o assunto, o que causou um novo depoimento mediante as divergências apresentadas. Na segunda versão, Medeiros reafirmou o período em que fora informado e acrescentou que "transmitiu esse conhecimento ao presidente e ao general Venturini (chefe do Gabinete Militar)".
Conforme destaca os documentos da IPM, o plano dos militares teria sido elaborado um ano antes do show e tinha como objetivo provocar um apagão. Além da bomba no carro, outro artefato explodiu na porta da central de energia do local, visando causar tumulto e pânico dentro e fora do pavilhão.