Jornais paquistaneses admitem publicação de falsos telegramas atribuídos ao WikiLeaks
Jornais paquistaneses admitem publicação de falsos telegramas atribuídos ao WikiLeaks
Atualizado em 10/12/2010 às 11:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta sexta-feira (10), jornais do Paquistão admitiriam ter publicado falsos telegramas diplomáticos norte-americanos que faziam críticas ao governo da Índia e ao seu Exército. De acordo com informações da agência EFE, os veículos haviam informado que os dados faziam parte dos documentos secretos expostos pelo WikiLeaks, no final de novembro.
O jornal Jang admite em nota que as notícias são "falsas". Já o The News , que faz parte do mesmo grupo editorial que o Jang , afirmou que "a agência de notícias [paquistanesa Online News] não consegue confirmar a fonte da revelação do WikiLeaks".
Os supostos telegramas contra a Índia foram publicados na última quinta (09) pelos dois jornais. As correspondências atribuídas aos diplomatas dos EUA falavam sobre a interferência indiana e de seus espiões nas províncias paquistanesas de Baluchistão e de Waziristão - reduto talibã e que faz fronteira com o Afeganistão.
As duas províncias seriam utilizadas pelo governo do Paquistão como arma quando a Índia critica a atuação paquistanesa para infiltrar insurgentes na região da Caxemira - disputada pelos dois países. Em um dos falsos telegramas, o ex-chefe do Exército indiano, Deepak Kapur, é chamado de "incompetente" e "cretino".
Em julho, o ex-chefe da inteligência paquistanesa Hamid Gul negou a veracidade dos documentos militares americanos postados na Internet pelo site WikiLeaks, sobre a invasão dos EUA no Afeganistão. Gul é citado oito vezes nos relatórios, e disse que as informações são "maliciosas, fictícias e absurdas".
Na época, o site fundado por Julian Assange havia vazado mais de 90 mil documentos sigilosos sobre a Guerra do Afeganistão, que mencionavam serviços de inteligência paquistaneses em pelo menos 190 relatórios. Gul é reconhecido como importante conselheiro, militar e considerado o principal arquiteto da política externa paquistanesa em território afegão.
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O jornal Jang admite em nota que as notícias são "falsas". Já o The News , que faz parte do mesmo grupo editorial que o Jang , afirmou que "a agência de notícias [paquistanesa Online News] não consegue confirmar a fonte da revelação do WikiLeaks".
Os supostos telegramas contra a Índia foram publicados na última quinta (09) pelos dois jornais. As correspondências atribuídas aos diplomatas dos EUA falavam sobre a interferência indiana e de seus espiões nas províncias paquistanesas de Baluchistão e de Waziristão - reduto talibã e que faz fronteira com o Afeganistão.
As duas províncias seriam utilizadas pelo governo do Paquistão como arma quando a Índia critica a atuação paquistanesa para infiltrar insurgentes na região da Caxemira - disputada pelos dois países. Em um dos falsos telegramas, o ex-chefe do Exército indiano, Deepak Kapur, é chamado de "incompetente" e "cretino".
Em julho, o ex-chefe da inteligência paquistanesa Hamid Gul negou a veracidade dos documentos militares americanos postados na Internet pelo site WikiLeaks, sobre a invasão dos EUA no Afeganistão. Gul é citado oito vezes nos relatórios, e disse que as informações são "maliciosas, fictícias e absurdas".
Na época, o site fundado por Julian Assange havia vazado mais de 90 mil documentos sigilosos sobre a Guerra do Afeganistão, que mencionavam serviços de inteligência paquistaneses em pelo menos 190 relatórios. Gul é reconhecido como importante conselheiro, militar e considerado o principal arquiteto da política externa paquistanesa em território afegão.
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