Jornais japoneses para público infantil explicam crise nuclear de forma simples
Jornais japoneses para público infantil explicam crise nuclear de forma simples
Atualizado em 01/04/2011 às 10:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os dois maiores jornais voltados para o público infantil no Japão dedicam boa parte de seu espaço para explicar as repercussões dos desastres naturais e da crise nuclear nas semanas que se seguiram aos desastres (11/03) no país, reporta a BBC Brasil nesta quinta-feira (1).
O Asahi Shougakusei e o Mainichi Shougakusei informam o público mirim sobre os perigos em relação à contaminação de alimentos, sem alarmar as crianças. De forma clara e simples, os jornais explicam as circunstâncias em que ocorrem terremotos e o funcionamento de usinas nucleares, com quadros ilustrativos, infográficos e imagens.
O editor-chefe do Asahi Shougakusei , Hiroshi Oki explica: "Tentamos mostrar que não há necessidade de entrar em pânico, mas que é preciso tomar alguns cuidados".
O Asahi é publicado desde 1967 no Japão. A versão para adultos tem tiragem de 8 milhões de cópias (versão matutina) e 3,3 milhões (versão vespertina).
O jornalista Maki Nakajima, do Mainichi Shougakusei, acrescentou: "As crianças são sensitivas, por isso tomei muito cuidado para que não ficassem inseguras", O Mainichi é o mais antigo do segmento, publicado desde 1936. Ambas as publicações relatam casos otimistas e mandam mensagens positivas para os sobreviventes nos abrigos.
Para não se tornar um jornal somente com notícias tristes, Maki diz que investiu em temas mais 'alegres' com o passar dos dias. "Falamos da ajuda de pessoas de outros países, evitamos colocar imagens muito chocantes e publicamos fotos de crianças sorrindo nos abrigos."
O Japão é um dos países com maiores índices de leitura do mundo e, portanto, o segmento infantil de jornais é comum no país. O Asahi Shougakusei e o Mainichi Shougakusei têm tiragem diária de 120 mil e 100 mil exemplares (só para assinantes), respectivamente. Tanto o Asahi quanto o Mainichi são voltados para estudantes do primário, dos 6 aos 12 anos.
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O Asahi Shougakusei e o Mainichi Shougakusei informam o público mirim sobre os perigos em relação à contaminação de alimentos, sem alarmar as crianças. De forma clara e simples, os jornais explicam as circunstâncias em que ocorrem terremotos e o funcionamento de usinas nucleares, com quadros ilustrativos, infográficos e imagens.
O editor-chefe do Asahi Shougakusei , Hiroshi Oki explica: "Tentamos mostrar que não há necessidade de entrar em pânico, mas que é preciso tomar alguns cuidados".
O Asahi é publicado desde 1967 no Japão. A versão para adultos tem tiragem de 8 milhões de cópias (versão matutina) e 3,3 milhões (versão vespertina).
O jornalista Maki Nakajima, do Mainichi Shougakusei, acrescentou: "As crianças são sensitivas, por isso tomei muito cuidado para que não ficassem inseguras", O Mainichi é o mais antigo do segmento, publicado desde 1936. Ambas as publicações relatam casos otimistas e mandam mensagens positivas para os sobreviventes nos abrigos.
Para não se tornar um jornal somente com notícias tristes, Maki diz que investiu em temas mais 'alegres' com o passar dos dias. "Falamos da ajuda de pessoas de outros países, evitamos colocar imagens muito chocantes e publicamos fotos de crianças sorrindo nos abrigos."
O Japão é um dos países com maiores índices de leitura do mundo e, portanto, o segmento infantil de jornais é comum no país. O Asahi Shougakusei e o Mainichi Shougakusei têm tiragem diária de 120 mil e 100 mil exemplares (só para assinantes), respectivamente. Tanto o Asahi quanto o Mainichi são voltados para estudantes do primário, dos 6 aos 12 anos.
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