Jornais israelenses publicam capas negras em protesto contra aprovação de reforma judicial proposta por Netanyahu
Vários jornais israelenses publicaram ontem primeiras páginas totalmente pretas, em protesto contra a aprovação de uma reforma judicial proposta pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Atualizado em 26/07/2023 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ao limitar a atuação da Suprema Corte local para anular medidas do Executivo, a medida é considerada pela oposição uma ameça à democracia do país.
As páginas pretas eram anúncios pagos pelo grupo Israel Hi-Tech Protest, que reúne representantes de empresas de tecnologia, incluindo CEOs, investidores, empreendedores e funcionários. Os anúncios diziam: “Um dia negro para a democracia israelense” em um pequeno texto branco na parte inferior da página. No pequeno texto no topo estava a palavra “Publicidade”. Crédito: Reprodução The Jerusalem Post Capas totalmente pretas foram pagas por grupo ligado à área de tecnologia Entre os jornais que publicaram o protexto estão Yediot Aharonot, Calcalist, Israel Hayom e Haaretz.
Protestos
Defendida por uma coalizão nacionalista-religiosa de extrema direita, que foi formada após eleições realizadas em novembro passado, a reforma judicial foi aprovada apesar de intensos protestos da população e da desaprovação do maior aliado de Israel, os Estados Unidos.
Os críticos da mudança afirmam que, além de ameaçar a democracia israelense, ela foi elaborada para livrar Netanyahu de investigações de corrupção.
No último final de semana, os protestos contra a reforma judicial reuniram milhares de israelenses em Tel Aviv e nos arredores do Knesset, o Parlamento do país, que fica em Jerusalém.
As manifestações começaram no início do ano. Com a reforma, a Suprema Corte não tem mais o poder de anular decisões governamentais ou ministeriais julgadas como "irracionais".
As páginas pretas eram anúncios pagos pelo grupo Israel Hi-Tech Protest, que reúne representantes de empresas de tecnologia, incluindo CEOs, investidores, empreendedores e funcionários. Os anúncios diziam: “Um dia negro para a democracia israelense” em um pequeno texto branco na parte inferior da página. No pequeno texto no topo estava a palavra “Publicidade”. Crédito: Reprodução The Jerusalem Post Capas totalmente pretas foram pagas por grupo ligado à área de tecnologia Entre os jornais que publicaram o protexto estão Yediot Aharonot, Calcalist, Israel Hayom e Haaretz.
Protestos
Defendida por uma coalizão nacionalista-religiosa de extrema direita, que foi formada após eleições realizadas em novembro passado, a reforma judicial foi aprovada apesar de intensos protestos da população e da desaprovação do maior aliado de Israel, os Estados Unidos.
Os críticos da mudança afirmam que, além de ameaçar a democracia israelense, ela foi elaborada para livrar Netanyahu de investigações de corrupção.
No último final de semana, os protestos contra a reforma judicial reuniram milhares de israelenses em Tel Aviv e nos arredores do Knesset, o Parlamento do país, que fica em Jerusalém.
As manifestações começaram no início do ano. Com a reforma, a Suprema Corte não tem mais o poder de anular decisões governamentais ou ministeriais julgadas como "irracionais".





