Jornais internacionais expõe opiniões sobre a derrubada do presidente egípcio
Jornais internacionais deram destaque à polêmica sobre a legitimidade das ações que levaram à queda do presidente Mohammed Mursi no Egito.
Atualizado em 05/07/2013 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Jornais de todo o mundo opinaram sobre a queda do presidente do Egito
Segundo a Zero Hora , o jornal independente egípcio Al-Tahrir publicou em sua capa a frase em inglês: "É uma revolução, não um golpe de Estado, Sr. Obama!", em resposta as recentes declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, que expressou sua "profunda preocupação" com a situação do Egito.
O norte-americano The New York Times escreveu que, "apesar das falhas — e havia muitas", de Mursi, sua deposição "foi, inquestionavelmente, um golpe". "Será trágico se os egípcios permitirem que a revolução de que derrubou o ditador Hosni Mubarak termine com a rejeição da democracia", escreveu o jornal.
“Se o exército egípcio quis disfarçar o fato de que perpetrou um golpe de Estado, não fez um bom trabalho", escreveu o britânico The Guardian em seu editorial. A publicação ainda acrescentou que "ninguém no Egito sabe quem é Adly Mansour", que se tornou "o rosto, ou, ao menos, o bode expiatório" do exército egípcio.
O Financial Times questionou a legitimidade conferida pela comunidade internacional à deposição de Mursi e disse que há um consenso de que o Egito não está pronto para a democracia e que o que ocorreu coloca o Ocidente no "caos moral da Guerra Fria".
"Quando um golpe militar não é um golpe militar? Quando ocorre no Egito, aparentemente", escreveu o britânico The Independent . "O exército toma o poder, depõe e prende o presidente democraticamente eleito, suspende a constituição, prende suspeitos, fecha emissoras de televisão e lança seus tanques sobre as ruas da capital", acrescentou.
O jornal alemão Die Zeit questionou se o golpe seria democrático e afirmou que a derrubada violenta de um presidente eleito pela democracia estabelece um mau precedente.





