Jornais impressos voltados para coberturas locais prosperam nos EUA
Jornais impressos voltados para coberturas locais prosperam nos EUA
Atualizado em 07/01/2011 às 17:01, por
Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.
Por Em movimento contrário às dificuldades da fatia principal do mercado impresso norte-americano, em que se registra queda nas vendas e na receita publicitária, além da perda de leitores pela concorrência da Internet, os jornais comunitários estão em franco crescimento no país, revela pesquisa da Associação Nacional de Jornais (NNA, na sigla em inglês).
De acordo com o levantamento da entidade, 73% dos entrevistados pela pesquisa lêem jornais comunitários ao menos uma vez por semana.
Realizada junto ao Instituto de Jornalismo Reynolds, da Escola de Jornalismo de Missouri, a pesquisa é a quinta da NNA a respeito dos padrões de leitura em pequenas comunidades, com jornais locais cuja circulação não ultrapassa oito mil exemplares.
Segundo informa o Knight Center for Journalism in the Americas, a pesquisa mostrou, ainda, que os entrevistados gastam cerca de 38 minutos lendo jornais comunitários; 78% lêem grande parte ou todo o jornal; 62% lêem com frequência notícias locais no jornal da comunidade; e 54% nunca lêem notícias locais na internet, priorizando o meio impresso.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, avaliou que a tendência norte-americana ocorre também na indústria jornalística brasileira.
"Há uma constatação tanto nos EUA como no Brasil, que o interesse das pessoas pelos assuntos locais é muito grande. E, entre os especialistas, surge o que eles chamam de hiperlocalismo, um noticiário com foco em assuntos mais próximos", afirmou.
Segundo ele, a maioria dos 146 jornais associados à ANJ - que respondem por 90% da circulação nacional - são voltados ao jornalismo regional, alternativa explorada por muitas publicações de pequeno e médio porte "sem causar prejuízos aos grandes jornais".
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De acordo com o levantamento da entidade, 73% dos entrevistados pela pesquisa lêem jornais comunitários ao menos uma vez por semana.
Realizada junto ao Instituto de Jornalismo Reynolds, da Escola de Jornalismo de Missouri, a pesquisa é a quinta da NNA a respeito dos padrões de leitura em pequenas comunidades, com jornais locais cuja circulação não ultrapassa oito mil exemplares.
Segundo informa o Knight Center for Journalism in the Americas, a pesquisa mostrou, ainda, que os entrevistados gastam cerca de 38 minutos lendo jornais comunitários; 78% lêem grande parte ou todo o jornal; 62% lêem com frequência notícias locais no jornal da comunidade; e 54% nunca lêem notícias locais na internet, priorizando o meio impresso.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, o diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, avaliou que a tendência norte-americana ocorre também na indústria jornalística brasileira.
"Há uma constatação tanto nos EUA como no Brasil, que o interesse das pessoas pelos assuntos locais é muito grande. E, entre os especialistas, surge o que eles chamam de hiperlocalismo, um noticiário com foco em assuntos mais próximos", afirmou.
Segundo ele, a maioria dos 146 jornais associados à ANJ - que respondem por 90% da circulação nacional - são voltados ao jornalismo regional, alternativa explorada por muitas publicações de pequeno e médio porte "sem causar prejuízos aos grandes jornais".






