Jornais impressos norte-americanos passam por período "sombrio", diz estudo
Jornais impressos norte-americanos passam por período "sombrio", diz estudo
Nos EUA, a indústria dos jornais impressos passa por uma fase perigosa e que o estado de alguns dos principais meios é "sombrio", segundo o relatório do Projeto para a Excelência em Jornalismo do Centro de Investigações Pew.
O estudo diz que a "profunda recessão já ameaça os jornais mais débeis". A grande dúvida levantada pelo relatório é se os "jornais podem encontrar a forma de converter sua crescente audiência online em receita suficiente para sustentar a indústria antes que a crise se aprofunde ainda mais".
O informe Pew lembra que dois fatos contribuíram para que o jornalismo tivesse ainda menos tempo para reinventar seu modelo de negócios e assegurar seu futuro financeiro: a rápida migração para Internet e a recessão que golpeou o mercado de publicidade e desviou a atenção de novas fontes.
Apesar do conteúdo alarmante de partes do relatório, a Pew lembra que a noção de que o jornalismo tradicional está à beira da extinção é exagerada. "A morte dos diários não é iminente, apesar das notícias de quebras e até de alguns fechamentos", segundo o estudo.
De acordo com informações da agência de notícias AFP, o relatório aponta para uma queda de 14% nas receitas no ano passado e de 23% se considerado os dois últimos anos. "Além disso, a indústria perdeu 10% dos trabalhos realizados em suas redações em 2008".
O relatório apontou, ainda, para o futuro nada promissor das revistas e semanários. Menos de um quarto dos americanos adultos dizem que leram uma revista de qualquer tipo no dia anterior, atrás de um terço em 1994", destacou o informe.
Os noticiários locais também entraram no relatório, que revelou dificuldades das TVs de pequeno porte em produzir seus noticiários locais. "As equipes de notícias são muito pequenas para cobrir adequadamente suas comunidades, e estão sendo objeto de poupança".
A luz no setor de mídia fica com o serviço de TV a cabo que com seus "ratings" aumentando em média 38% em 2008 e os lucros, 33%.
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