Jornais franceses repercutem homenagem da Beija-Flor ao ditador da Guiné Equatorial
Jornal classifica ditador da Guiné como "novo rei do célebre carnaval do Rio"
Atualizado em 23/02/2015 às 12:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Carnaval carioca ganhou repercussão na mídia francesa após a polêmica envolvendo a homenagem da escola campeã, Beija-Flor, à Guiné Equatorial. O jornal Libération, por exemplo, descreve como Teodoro Obiang Nguema Mbsasogo, ditador do país desde 1979, tornou-se "o novo rei do célebre carnaval do Rio", ao ver triunfar "sua" escola de samba.
Crédito:Divulgação Patrocínio de Mbsasogo à escola foi criticada por jornais franceses
"Obiang pagou à prestigiada escola a bagatela de R$ 10 milhões, um recorde segundo O Globo , grande jornal do Rio que revelou o caso", escreveu a correspondente do veículo em São Paulo, Chantal Rayes.
O Libération diz ainda que os jurados "não foram sensibilizados pelos abusos de um ditador" e aponta para a preocupação com o controle do carnaval pelo crime organizado, com a benção do Estado.
"A maior parte das escolas de samba, Beija-Flor à frente, está na verdade nas mãos de bicheiros, os chefes dos jogos clandestinos, uma máfia temível. Mais recentemente, empresas entraram na disputa para financiar escolas. Estados também colocam a mão no bolso, mas é uma estreia para uma ditadura", acrescenta a publicação.
O Le Monde também repercutiu a festa e classificou Obiang como um "mecenas" do carnaval. O jornal descreve a apresentação da escola como uma "coreografia luxuriante, transbordando cores feéricas e carros alegóricos monumentais". "Uma estética e uma técnica que agradaram a um júri menos preocupado, ao que parece, com aspectos éticos e financeiros do desfile", finaliza.
Crédito:Divulgação Patrocínio de Mbsasogo à escola foi criticada por jornais franceses
"Obiang pagou à prestigiada escola a bagatela de R$ 10 milhões, um recorde segundo O Globo , grande jornal do Rio que revelou o caso", escreveu a correspondente do veículo em São Paulo, Chantal Rayes.
O Libération diz ainda que os jurados "não foram sensibilizados pelos abusos de um ditador" e aponta para a preocupação com o controle do carnaval pelo crime organizado, com a benção do Estado.
"A maior parte das escolas de samba, Beija-Flor à frente, está na verdade nas mãos de bicheiros, os chefes dos jogos clandestinos, uma máfia temível. Mais recentemente, empresas entraram na disputa para financiar escolas. Estados também colocam a mão no bolso, mas é uma estreia para uma ditadura", acrescenta a publicação.
O Le Monde também repercutiu a festa e classificou Obiang como um "mecenas" do carnaval. O jornal descreve a apresentação da escola como uma "coreografia luxuriante, transbordando cores feéricas e carros alegóricos monumentais". "Uma estética e uma técnica que agradaram a um júri menos preocupado, ao que parece, com aspectos éticos e financeiros do desfile", finaliza.





