Jornais egípcios celebram a queda do presidente islamita
Nesta quinta-feira (4/7), a imprensa egípcia, com exceção do jornal da Irmandade Muçulmana, comemora a vitória "legítima" do povo, depois de
Atualizado em 04/07/2013 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jornais egípcios celebram a queda do presidente islamita
o exército ter derrubado o presidente islamita Mohamed Mursi, como resultado das manifestações que exigiam sua renúncia.Crédito:Reprodução Jornais do Egito destacaram a queda de Mursi
De acordo com a AFP, o jornal Al-Gomhuria publicou a afirmação "Vitória para a legitimidade popular", com fotos na primeira página do comandante do exército e novo homem forte do país, o general Abdel Fatah al-Sissi, e da multidão de manifestantes anti-Mursi na praça Tahrir do Cairo.
"O presidente, expulso pela legitimidade popular", destaca o jornal Al-Ahram . Quanto à imprensa independente, afirmou "vitória do exército e do povo" e disse que o "Egito está de volta".
Já o jornal do Partido da Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, optou por não mencionar a derrubada do chefe de Estado e publicou na primeira página um artigo sobre as manifestações islamitas "de apoio à legitimidade" do presidente.
Em Israel, o governo decidiu manter silêncio sobre a queda do presidente islamita egípcio. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pediu aos ministros que não comentem a crise no Egito, país com o qual os israelenses assinaram um tratado de paz em 1979.
Na Rússia, o presidente da comissão das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Alexei Pushkov, declarou que a queda de Mursi demonstra que "a primavera árabe não trouxe democracia, e sim o caos. Podemos constatar no Egito, Líbia, Síria e Irã". Para ele, "os acontecimentos no Egito demonstram que não existe transição rápida e tranquila de um regime autoritário a uma democracia", completou.
E completou: "Isto quer dizer que a democracia não é uma panaceia e não funciona nos países que não integram o mundo ocidental".





