"Jornais continuarão por 30, 40, 50 anos no Brasil", diz diretor de associação de marketing de notícias
"Jornais continuarão por 30, 40, 50 anos no Brasil", diz diretor de associação de marketing de notícias
Earl Wilkinson, diretor-executivo da Associação Internacional de Marketing de Notícias (INMA), instituição com cerca de 400 empresas de mídia associadas em 80 países, declarou que o jornalismo brasileiro ainda terá entre 30 e 50 anos de periódicos impressos, com lucros e boas condições econômicas. Para o mercado dos Estados Unidos, sua previsão cai para, no máximo, dez anos.
| Divulgação | |
| Earl Wilkinson |
Wilkinson afirma que a nova "ecologia das notícias", sua natureza, é a produção e divulgação multimídia, por meio de celulares, internet e tablets, segundo informa O Globo .
"O maior desafio é continuar inovando no impresso, onde temos 300 anos de aprendizado, mas também temos que investir no iPad, na nova arquitetura de notícias. As empresas não farão dinheiro com isso agora, mas é preciso aprender", observa.
Para ele, o atual modelo de negócio dos produtos impressos não resistirá à distribuição descentralizada da informação, levando a um "colapso econômico". "O custo para imprimir as notícias vai ser muito alto, o número de anúncios de propaganda vai diminuir", diz.
Wilkinson enxerga uma solução, ao menos temporária, a partir da consolidação das mídias digitais nas redações, "a única forma de expandir a audiência além dos limites do impresso".
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