Jornais britânicos sofrem com a "Lei da mordaça"
Jornais britânicos sofrem com a "Lei da mordaça"
Jornais impressos britânicos podem sofrer processo judicial se publicarem mais detalhes de um diálogo em que o primeiro ministro inglês, Tony Blair, teria convencido o presidente americano, George W. Bush, a não bombardear a sede da emissora árabe de TV, Al-Jazeera.
A ameaça aos editores dos principais jornais londrinos foi feita pelo procurador-geral Peter Goldsmith, que teria dito que uma violação à Lei de Segredos de Governo da constituição inglesa estaria sendo cometida. Isso porque os documentos nos quais se basearam as matérias foram conseguidos de forma ilegal, por meio de um funcionário da coroa.
A notícia do suposto plano de Bush foi publicada pelo tablóide Dayly Mirror e, no dia seguinte, o jornal já havia sido requisitado a não divulgar mais detalhes de um memorando secreto, no qual se embasou para fazer as denúncias contra o presidente americano.
A rede árabe de televisão, Al-Jazzera, divulgou um comunicado à imprensa, dizendo que a denúncia "suscitaria sérias dúvidas sobre a versão do governo americano para incidentes anteriores envolvendo jornalistas e escritórios da Al-Jazeera". A emissora, cuja sede é no Qatar, teve escritórios no Iraque e no Afeganistão, atingidos acidentalmente pelos ataques americanos.






