Jornais acabam nos centros urbanos do Brasil em 2027, indica estudo

Jornais acabam nos centros urbanos do Brasil em 2027, indica estudo

Atualizado em 08/11/2010 às 17:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Os jornais impressos deixarão de existir nos centros urbanos do Brasil em 2027. Essa é a conclusão de um estudo da , empresa que auxilia organizações de mídia a prever oscilações mercadológicas e a traçar estratégias comerciais.
O dado faz parte de um trabalho da Future convertido em um que mostra a previsão de extinção das versões impressas dos jornais em todo o mundo.
Conforme indicado em outras pesquisas, em países mais desenvolvidos tecnologicamente, a morte em papel dos jornais, como conhecemos, está mais próxima. Nos EUA, eles não devem ultrapassar 2017; Reino Unido, 2019; Canadá e Noruega perderão suas versões impressas em 2020.
Em 2027, além do Brasil, devem acabar os impressos na Irlanda, Holanda, e Itália. No entanto, no caso brasileiro, o estudo indica fortalecimento dos jornais regionais, que devem migrar integralmente para a Internet ou modificar seus formatos e/ou focos, no mínimo, dez anos depois, em 2037, mesmo ano que a Argentina deve testemunhar tal fenômeno.
Reprodução
Gráfico mostra extinção de jornais impressos no mundo
De acordo com Ross Dawsom, responsável pelo estudo, as projeções reunidas no gráfico são as mais positivas possíveis. Ele ressalta que, "a extinção dos jornais no formato atual não significa que eles deixarão de existir totalmente, mas indica a transição para outros canais".
O estudo aponta, ainda, que apesar das diferenças entre os países, os mesmos motivos irão influenciar o mercado de impressos no longo prazo.
Mundialmente, pesam o desenvolvimento de plataformas independentes de informação; a queda do aporte publicitário; a criação de versões digitais de qualidade; o advento de tablets, e-readers e smartphones; entre outras.
Tudo isso se soma, ainda, às peculiaridades regionais, como disparidade demográfica entre o campo e regiões urbanas; o crescimento econômico; a estrutura de distribuição dos jornais; disponibilidade de tecnologia; financiamento do Governo; censura estatal; inclinação dos leitores a pagar pelo acesso as notícias etc.
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