Jorge Eduardo - editor-chefe do Jornal de Brasília
Jorge Eduardo - editor-chefe do Jornal de Brasília
Linha editorial
"É um jornal que privilegia, até pelo próprio desenho editorial, a cobertura de cidades. Foi uma opção nossa aqui, porque Brasília é uma cidade sobre a qual você tem milhares de olhares, mas todo mundo só consegue olhar por um jeito, que é o viés político. Quando alguém pensa em Brasília, é o viés parlamentar, da Esplanada. Essa orientação veio em 2000, um pouco antes de ingressar aqui [em 2003, ele assumiu a editoria executiva e em 2006 tornou-se editor-chefe]. E nós fomos continuando com ela, era uma forma interessante de olhar Brasília."
Trajetória
"Nós sempre estivemos mais presentes na cobertura local. Havia sim uma cobertura da cidade, mas não como ela merecia, que tinha festa, vida social. O jornal vinha de alguns números muito pouco interessantes, e a partir de 2000 resolvemos por essa integração do jornal com a cidade, mais identificado com a população. Hoje a tiragem é de 15 mil exemplares. Mas quando olhamos lá atrás, não havia essa cultura de repórter de cidade. Havia uma demanda desse pessoal e quase todos que envolviam nessa área tinham sucesso muito grande. Faltava mão de obra. E uma das coisas que acabou acontecendo é que o Jornal de Brasília é hoje fornecedor de mão de obra, uma escola de formação de jornalista."
Perspectiva
"Você tem que ter sua própria fórmula de fazer jornal. Hoje o que procuramos fazer é relacionado à expansão da internet, que é uma alteração de cenário inigualável. Estamos procurando fazer o que há de melhor em termos de jornalismo local e multiplataformas, um novo tipo de fazer jornalismo, adiantando um processo de integração do impresso transformando nosso pessoal em multiplataforma, uma cobertura que chegue ao leitor onde ele estiver: web, wap, rádio web..."
Mercado
"Sempre existe mercado. E eu te digo que tem o Brasília Post querendo entrar e tem muita gente queria ter entrado ainda esse ano. Eu ouvi vários planos de ser lançado no 21 de abril, no cinqüentenário: o Metro, o Destak. Eu não tenho dúvida de que vai ter mercado. Por exemplo, o Aqui-DF [jornal popular do mesmo grupo do Correio Braziliense] pegou um monte de gente que não lia jornal. Quando lançamos o Hora H pegamos outras pessoas, da classe D, por exemplo. Mesmo porque enquanto o Aqui-DF custa R$ 0,50 o nosso custa R$ 0,25, então eu fui me situar numa outra classe que também está buscando informação, um conhecimento maior. E em Brasília tem gente que precisa de muita informação, no mundo político todo, e que precisa de todas as fontes, de todos os lados, com todos os enfoques. Além disso, vai criar mais emprego, mais opção de internet, distribuição de conteúdo via celular. Informação é bom para todo mundo e o Jornal de Brasília vai ter que continuar seu trabalho."






