Jóias raras de uma jornalista zen
Jóias raras de uma jornalista zen
Ela já apresentou o Jornal do Almoço, da TV Globo do Paraná, escreveu para a revista Veja/Paraná e para os jornais folha de Londrina e O Estado de S. Paulo, mas tinha sempre a sensação de que faltava alguma coisa. Foi durante uma sessão terapêutica com seu analista que, finalmente, tudo fez sentido. Filha de um pintor e escultor, ela só queria ter um pai "normal": "Eu sempre dizia que odiava arte, mas depois de uma crise de choro, percebi que desenhava em tudo que aparecia à mão e que o resultado eram pequenas e delicadas jóias", conta a paranaense Regina Menezes. Tintas e pincés comprados, arregaçou as mangas e transferiu para as telas o fruto de sua inspiração, movido a muita transpiração. Quando percebeu que as formas saíam, espontaneamente, foi atrás de cursos e ateliês de grandes artistas em São Paulo. E assumiu a sua ourivessaria artística. Suas obras atuais variam entre as formas de vivência e o modo de ser oriental, permitindo várias leituras. Recentemente, passou a produzir bijuterias, inspirada no conceito zen dos objetos wabi sabi, com resultados assimétricos e imprecisos com a clara intenção de reverenciar a perfeição da natureza. "Atingi o ponto de equilíbrio que precisava", diz, sem falsa modéstia, a atual colaboradora das publicações da Editora Abril. Sem conseguir separar o jornalismo da arte, acredita que suas telas são uma espécie de comunicados, realizando assim o casamento perfeito entre palavras e imagens. Mais zen, impossível.






