João Lara Mesquita assume cadeira que era de Zuza Homem de Mello na APL

João Lara Mesquita é o mais novo integrante da Academia Paulista de Letras (APL). Tendo atuado no Grupo Estado entre 1982 e 2003, quando foidiretor das rádios Eldorado AM e FM e do estúdio Eldorado, o jornalista vai ocupar a cadeira de número 17, que era do também comunicador e crítico musical Zuza Homem de Mello, morto em outubro de 2020 aos 87 anos.

Atualizado em 01/07/2022 às 12:07, por Redação Portal IMPRENSA.


Também músico e fotógrafo, João Lara tomou posse nesta quinta-feira (30). Outra área de atuação do novo integrante da APL é a ambiental. Ele é membro fundador (e conselheiro) do Núcleo União Pró-Tietê, ligado à Fundação SOS Mata Atlântica, que desde 1990 atua pela despoluição do rio Tietê. Além disso, foi conselheiro do Greenpeace e da CI- Conservation International. Crédito: Reprodução Mar Sem Fim Capitão amador, acumula mais de 60 mil milhas navegadas e tem se dedicado a cobrir questões relativas ao mar e à zona costeira. Essa jornada começou com uma série de viagens marítimas feitas entre 2005 e 2007, quando ele viajou pela costa brasileira e produziu mais de 50 horas de documentários sobre o tema para a TV Cultura.
"Provavelmente, até hoje não se fez reportagem sobre a ocupação do litoral com tamanha envergadura na imprensa brasileira. Universidades como a USP pediram cópia dos documentários", diz João Lara.
Naufrágio
O jornalista também dedicou-se a expedições jornalísticas à Antártica que o levaram a viver uma aterrorizante aventura. Em 2011, quando navegava no navio Mar Sem Fim para produzir documentários para a Rede Bandeirantes, naufragou na ilha Rei George, arquipélago das Shetland do Sul, "depois de uma série dramática de circunstâncias".
Em janeiro de 2013, a bordo do navio de socorro a submarinos Felinto Perry, da Marinha do Brasil, viajou novamente para a Antártica, desta vez com o objetivo de resgatar seu barco naufragado. Após uma complexa operação que envolveu o uso de boias e muito esforço da equipe, o barco foi resgatado. Mas os planos de voltar a usá-lo em expedições jornalísticas não deram certo devido a avarias estruturais constatadas após a operação.
De volta à TV Cultura, entre 2014 e 2015 produziu e apresentou uma série jornalística com mais de 20 horas e foco nas Unidades de Conservação federais do bioma marinho. O jornalista passou de uma semana a dez dias em cada unidade de conservação.
No campo editorial, o primeiro livro foi O Brasil visto do Mar Sem Fim, indicado ao Prêmio Jabuti em 2008, na categoria reportagem. Além disso, publicou Eldorado – a rádio cidadã, Embarcações Típicas da Costa Brasileira e a Saga do Mar Sem Fim, em que conta sua relação com os barcos desde a infância até as viagens para a Antártica.
Impedido de viajar entre 2015 e 2018 por motivos de saúde, João Lara passou a atuar com curadoria de temas sobre vida marinha e focou na produção de conteúdo para o portal Mar Sem Fim, que conta com entrevistas de especialistas, posts inéditos regulares e um podcast. Após um bem-sucedido transplante de medula, pretende voltar à TV com a terceira temporada da série Mar Sem Fim.