Jô Soares repreende jovem que apoiou Bolsonaro em programa; Feliciano critica

Jovem gritou "viva, Bolsonaro" e foi repreendido pelo apresentador

Atualizado em 18/12/2014 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O apresentador Jô Soares repreendeu um jovem da plateia de seu programa na edição exibida na última terça-feira (16/12). Depois de exibir um vídeo do deputado federal Jair Bolsonaro dizendo que não estupraria a parlamentar Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia, um rapaz gritou "viva, Bolsonaro!" e surpreendeu os convidados.
Crédito:Reproducão Jô Soares foi criticado por Marco Feliciano por "desabonar" Bolsonaro
"Quem foi que gritou esse absurdo? Maluf está na plateia? Quem que gritou? É só para eu saber", questionou Jô. O jovem se apresentou e disse que o deputado foi mal interpretado. "Eu entendi o que ele quis dizer. Ele foi autor de um Projeto de Lei para castração química de estuprador. Ele não quis fazer apologia". defendeu.
Jô riu e rebateu o argumento do rapaz. "Eu já ouvi muita bobagem na minha vida, mas essa supera o Bolsonaro", declarou. Na sequência, o apresentador foi aplaudido de pé pela plateia.
Feliciano critica Jô Soares em carta aberta
Na última quarta-feira (17/12), o pastor e deputado federal pelo PSC de São Paulo, Marco Feliciano, saiu em defesa do deputado federal Jair Bolsonaro e publicou uma a Jô Soares, na qual se defende das críticas e alega que o apresentador faz juízo de valor ao expor sua opinião para milhares de telespectadores.
Feliciano afirmou que tentou contatar a produção do programa, mas não foi atendido. Após elogiar o apresentador e se dizer fã, o deputado criticou a conduta dele ao fazer "juízo de valor sobre pessoas".
"Fui citado várias vezes durante minha gestão como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e também recentemente ao abordarem o ocorrido com o Deputado Jair Bolsonaro, o querido Jô indagou sobre mim, e afirmando que eu não deveria estar na Comissão de Direitos Humanos, eu perguntaria POR QUE ESSE PRECONCEITO? Será por que sou evangélico? Será por que não sou de movimentos considerados "cult", nem carrego a bandeira vermelha?", escreveu.
O pastor questiona ainda se a produção teria explicado ao apresentador que ele não é mais presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e os trabalhos realizados por ele em sua gestão.
"Acredito piamente que o querido Jô não foi informado destes e outros assuntos, mas me coloco aqui a disposição para sanar qualquer dúvida. Peço ao amado Jô que seja justo em seus ponderamentos, e não caia na vala comum da parcialidade", acrescenta.
Assista ao vídeo: