Jaques Wagner diz que matéria da "IstoÉ" é "machista" e que veículo “não ficará impune”

Em seu perfil no Twitter, o ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner, alertou que a revista IstoÉ não vai ficar impu

Atualizado em 05/04/2016 às 11:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Em seu perfil no , o ministro-chefe do gabinete pessoal da Presidência, Jaques Wagner, alertou que a revista IstoÉ não ficará impune pela reportagem "machista", na qual diz que a presidente Dilma Rousseff "está fora de si" e com "problemas emocionais".
Crédito:José Cruz/Agência Brasil Ministro diz que reportagem da "IstoÉ" trata-se de "peça de ficção"
De acordo com o ministro, o governo "não aceitará calado as mentiras e ofensas" na matéria, classificada por ele como uma "peça de ficção", "produzida com o claro propósito de desgastar a imagem da presidenta".
No último sábado (2/4), a Advocacia Geral da União (AGU) informou que acionará o Ministério da Justiça para abrir um inquérito por crime de ofensa praticado pela IstoÉ contra a honra de Dilma. Também afirmou que recorrerá à Lei de Direito de Resposta.
Na edição desta semana, a revista publicou um texto que compara a presidente a Maria I, a Louca, rainha de Portugal no fim do século 18. A publicação virou alvo de diversas críticas, acusada de machismo e misoginia por retratar Dilma como uma mulher histérica e descontrolada.
“Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo”, diz um trecho do texto. Segundo a publicação, a presidente teria prometido vingança contra "traidores", ameaçado o juiz Sérgio Moro e quebrado um móvel do seu gabinete ao saber de uma delação com empresários da Odebrecht.
Procurado por IMPRENSA na última segunda-feira (4/4), o diretor de redação da IstoÉ , Mário Simas, disse que a revista mantém todas as informações que estão na reportagem. "São fatos apurados por nossos repórteres junto a fontes credenciadas", afirmou.