Janot rebate reportagem da "IstoÉ" e nega blindagem do governo no escândalo Petrobras
Revista revelou uma série de encontros para propor acordo que impede investigações que possam chegar ao Planalto
Atualizado em 08/12/2014 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
A de capa da IstoÉ do último sábado (6/12) sugere que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estaria à procura de um acordo entre empreiteiras para evitar que as apurações sobre o escândalo da Petrobras cheguem ao governo federal.
Crédito:Agência Brasil Procurador-geral da República negou afirmações da "IstoÉ" sobre o caso
De acordo com o blog do jornalista Matheus Leitão, em reposta à revista, Janot afirmou ao "Jornal Nacional" que 11 executivos de seis empreiteiras serão indiciados pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude à licitação e formação de cartel.
A IstoÉ relata que ouviu dos advogados das empresas que Janot quer que assumam a responsabilidade dos crimes, reconheçam o cartel, aceitem pagar multas e citem políticos de partidos fora da base aliada. Em troca, ofereceria o cumprimento de pena em regime domiciliar e permitiria que continuassem a fornecer para o governo.
Segundo a publicação, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em condição de anonimato, censurou a sugestão. “Isso é um absurdo. Embora não acredite que seja essa a motivação do procurador, um acordo nesses termos protege o governo de eventuais investigações”. Crédito:Reprodução Janot rebateu denúncias da revista em nota
Ao "JN", o procurador confirmou que esteve com os advogados dos executivos das empreiteiras para avaliar um eventual acordo, mas negou que os crimes deixariam de ser investigados com o reconhecimento de culpa dos executivos.
“Os crimes praticados por agentes econômicos e políticos estão sendo investigados e vão ser levados à Justiça. Essa investigação, no que se refere à parte penal, ela irá até o fundo e até as últimas consequências. Nós estamos seguindo o dinheiro e nós vamos alcançar a todos esses infratores. Que são delinquentes”, afirmou ele.
Depois da publicação da reportagem, Janot divulgou nota e negou que queira blindar o governo. “Para profunda tristeza dos brasileiros honestos e cumpridores de seus deveres, o país convulsiona com o maior escândalo de corrupção da nossa história. Jamais aceitarei qualquer acordo que implique exclusão de condutas criminosas ou impunidade de qualquer delinquente", ponderou.
Ele afirma que "não permitirá" que prosperem "tentativas para desacreditar as investigações e os integrantes" da instituição envolvidos com a Operação Lava Jato. Sem mencionar especificamente a reportagem da revista, o procurador diz que o Ministério Público Federal apura a existência de um "grande esquema criminoso instalado no País".
Crédito:Agência Brasil Procurador-geral da República negou afirmações da "IstoÉ" sobre o caso
De acordo com o blog do jornalista Matheus Leitão, em reposta à revista, Janot afirmou ao "Jornal Nacional" que 11 executivos de seis empreiteiras serão indiciados pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude à licitação e formação de cartel.
A IstoÉ relata que ouviu dos advogados das empresas que Janot quer que assumam a responsabilidade dos crimes, reconheçam o cartel, aceitem pagar multas e citem políticos de partidos fora da base aliada. Em troca, ofereceria o cumprimento de pena em regime domiciliar e permitiria que continuassem a fornecer para o governo.
Segundo a publicação, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em condição de anonimato, censurou a sugestão. “Isso é um absurdo. Embora não acredite que seja essa a motivação do procurador, um acordo nesses termos protege o governo de eventuais investigações”. Crédito:Reprodução Janot rebateu denúncias da revista em nota
Ao "JN", o procurador confirmou que esteve com os advogados dos executivos das empreiteiras para avaliar um eventual acordo, mas negou que os crimes deixariam de ser investigados com o reconhecimento de culpa dos executivos.
“Os crimes praticados por agentes econômicos e políticos estão sendo investigados e vão ser levados à Justiça. Essa investigação, no que se refere à parte penal, ela irá até o fundo e até as últimas consequências. Nós estamos seguindo o dinheiro e nós vamos alcançar a todos esses infratores. Que são delinquentes”, afirmou ele.
Depois da publicação da reportagem, Janot divulgou nota e negou que queira blindar o governo. “Para profunda tristeza dos brasileiros honestos e cumpridores de seus deveres, o país convulsiona com o maior escândalo de corrupção da nossa história. Jamais aceitarei qualquer acordo que implique exclusão de condutas criminosas ou impunidade de qualquer delinquente", ponderou.
Ele afirma que "não permitirá" que prosperem "tentativas para desacreditar as investigações e os integrantes" da instituição envolvidos com a Operação Lava Jato. Sem mencionar especificamente a reportagem da revista, o procurador diz que o Ministério Público Federal apura a existência de um "grande esquema criminoso instalado no País".





