Janot deve prestar depoimento sobre contratação de assessoria para PGR
PGR nega vazamento seletivo de informações da Lava Jato
Atualizado em 08/05/2015 às 09:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, (SD-SP) quer ouvir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na CPI da Petrobras para explicar a contratação, sem licitação, de duas empresas de assessoria de imprensa para prestar serviços à Procuradoria Geral da República (PGR).
Crédito:Agência Brasil Deputado quer investigar Rodrigo Janot por contratação de assessorias de imprensa
De acordo com o ConJur, funcionários da Secretaria de Comunicação (Secom) da PGR questionaram a situação, uma vez que sempre foi a Secom quem prestou o serviço para o órgão. Além disso, a Procuradoria passou a ter duas assessorias, a Oficina da Palavra e In Press Comunicação.
Os empregados relataram que a contratação gerou “descontrole sobre as informações decorrentes da operação Lava Jato”, o que “redundou em vazamentos que colocam em dúvida a legalidade da atuação institucional do MPF [Ministério Público Federal]”.
O requerimento assinado por Paulinho da Força aponta que os serviços prestados custaram mais de R$ 500 mil. Diz ainda que os servidores consideram "interessada" a nomeação do jornalista Raul Pilati para a coordenação da comunicação da PGR.
Parlamentares, inclusive o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm criticado a atuação do Ministério Público Federal. Cunha acredita que Janot utilizou o poder da Procuradoria para investigá-lo e beneficiar o governo federal.
Também foi encaminhado à CPI da Petrobras um requerimento de quebra de sigilo telefônico do procurador e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo Paulinho da Força, as reuniões que ambos tiveram ao longo de 2014 não constaram das agendas oficiais.
A empresa Oficina da Palavra disse que o contrato com a PGR é exclusivamente de consultoria e comunicação interna. Afirma também que não tem qualquer envolvimento com o suposto vazamento de informações sobre a Lava Jato. Segundo o grupo, o trabalho é feito em conjunto com a In Press Comunicação sob o nome de In Press Oficina e que o jornalista Raul Pilati nunca foi sócio.
O profissional confirma e ressalta que era um dos executivos da In Press, mas nunca atuou como sócio-controlador ou teve responsabilidade financeira. Pilati destaca ainda que deixou a In Press quando recebeu, em janeiro deste ano, o convite para trabalhar na PGR. Ele exerce o cargo de secretário de comunicação do órgão desde fevereiro.
PGR rebate acusação
A Procuradoria Geral da República rebateu a acusação de que estaria vazando informações sobre a Operação Lava Jato e negou que fez contratação de uma assessoria de imprensa para fazer trabalho externo. A PGR afirmou que contratou uma consultoria e que o trabalho ocorreu apenas em comunicação interna.
Crédito:Agência Brasil Deputado quer investigar Rodrigo Janot por contratação de assessorias de imprensa
De acordo com o ConJur, funcionários da Secretaria de Comunicação (Secom) da PGR questionaram a situação, uma vez que sempre foi a Secom quem prestou o serviço para o órgão. Além disso, a Procuradoria passou a ter duas assessorias, a Oficina da Palavra e In Press Comunicação.
Os empregados relataram que a contratação gerou “descontrole sobre as informações decorrentes da operação Lava Jato”, o que “redundou em vazamentos que colocam em dúvida a legalidade da atuação institucional do MPF [Ministério Público Federal]”.
O requerimento assinado por Paulinho da Força aponta que os serviços prestados custaram mais de R$ 500 mil. Diz ainda que os servidores consideram "interessada" a nomeação do jornalista Raul Pilati para a coordenação da comunicação da PGR.
Parlamentares, inclusive o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm criticado a atuação do Ministério Público Federal. Cunha acredita que Janot utilizou o poder da Procuradoria para investigá-lo e beneficiar o governo federal.
Também foi encaminhado à CPI da Petrobras um requerimento de quebra de sigilo telefônico do procurador e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo Paulinho da Força, as reuniões que ambos tiveram ao longo de 2014 não constaram das agendas oficiais.
A empresa Oficina da Palavra disse que o contrato com a PGR é exclusivamente de consultoria e comunicação interna. Afirma também que não tem qualquer envolvimento com o suposto vazamento de informações sobre a Lava Jato. Segundo o grupo, o trabalho é feito em conjunto com a In Press Comunicação sob o nome de In Press Oficina e que o jornalista Raul Pilati nunca foi sócio.
O profissional confirma e ressalta que era um dos executivos da In Press, mas nunca atuou como sócio-controlador ou teve responsabilidade financeira. Pilati destaca ainda que deixou a In Press quando recebeu, em janeiro deste ano, o convite para trabalhar na PGR. Ele exerce o cargo de secretário de comunicação do órgão desde fevereiro.
PGR rebate acusação
A Procuradoria Geral da República rebateu a acusação de que estaria vazando informações sobre a Operação Lava Jato e negou que fez contratação de uma assessoria de imprensa para fazer trabalho externo. A PGR afirmou que contratou uma consultoria e que o trabalho ocorreu apenas em comunicação interna.





