Jair Bolsonaro e filho são acusados pelo MPF de publicar ofensas a adversários em site

Ministério Público Federal pede apuração sobre suposta ligação dos Bolsonaro a site que contém mensagens ofensivas a políticos na internet.

Atualizado em 29/09/2014 às 13:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) acionará os deputados Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (PP-RJ) por suposta ligação com um que publica mensagens contra seus adversários políticos na internet. A representação, anunciada nesta segunda-feira (29/9), pede a retirada imediata da página do ar, acusada de promover candidatos promovidos pelos parlamentares.
Crédito:Agência Brasil Bolsonaro usa página na web para ofender adversários políticos
Segundo o blog Terra Magazine, o órgão do Ministério Público Federal (MPF) também questiona a participação de membros da organização não governamental Brasil No Corrupt (Mãos Limpas) e seus proprietários, Ari Cristiano Nogueira, Fábio Pinto da Fonseca e Ricardo Pinto da Fonseca, na administração do site irregular em ano eleitoral. Eles são apontados como os mantenedores do portal.
Na representação, o procurador regional eleitoral auxiliar Sidney Madruga lembra que a lei proíbe a realização de propaganda eleitoral na internet feita por pessoa jurídica de direito privado. O magistrado questiona o conteúdo veiculado na página “com o fito de ofender e denegrir, de forma exacerbada e vexatória, a imagem de seus adversários, sejam eles partidos ou candidatos”.
No site da entidade em questão, é possível observar a presença de materiais relacionados aos candidatos da família Bolsonaro. Textos, fotos e a reprodução de discursos e posicionamentos políticos de Flávio e Jair podem ser acompanhados no portal da organização. Madruga afirma que o site utiliza montagens fotográficas, frases de efeitos e até palavras de baixo calão contra políticos.
“Acresça-se que boa parte das notícias veiculadas no site da ‘ONG Brasil No Corrupt’, igualmente são reproduzidas nas redes sociais, o que só amplia o seu poder de repercussão e captação propagandística de eleitores, em benefício direto, sobretudo, de Jair e Flávio Bolsonaro, configurando-se, outrossim, além de um vínculo indisfarçável, intenso e constante entre os representados, em verdadeiro abuso de poder político/econômico a ser apurado na esfera própria”, conclui o magistrado.