Ivan Martins, Nina Lemos e Xico Sá falam sobre o desafio da editoria "relacionamentos"
O assunto está longe de ser novidade ou render o tão buscado furo jornalístico, ainda assim, não sai das conversas cotidianas ou das principais revistas femininas.
Atualizado em 12/06/2013 às 15:06, por
Danubia Guimarães.
Com o Dia dos Namorados, o amor, sexo e tudo que envolve o universo dos relacionamentos ganharam destaque em toda a imprensa. No cardápio não faltam as já tradicionais matérias com dicas de presentes e restaurantes para os comprometidos ou ainda as sugestões de bares e baladas para os solteiros.
Xico Sá Mais do que fazer o “feijão com arroz” uma vez por ano, há jornalistas que se dedicam quase que diariamente ao ofício da editoria “relacionamentos”. Este é o caso de Ivan Martins, que escreve todas as quartas-feiras sobre o assunto no site da revista Época , Nina Lemos, repórter especial da revista TPM e blogueira independente e Xico Sá, colunista e blogueiro da Folha de S. Paulo .
Com uma bagagem que inclui mais de uma década na função - exceto Martins, com quatro anos -, os profissionais assumem que a internet e as redes sociais têm um papel fundamental para a popularização da editoria e das discussões sobre o tema. Nina, que ao lado de mais duas amigas foi uma das precursoras ao falar de relacionamentos no extinto site 02 Neurônio, concorda. “Começamos de brincadeira, como uma forma para desabafar. A gente falava mal de homem e na época não tinha muita feminista. Hoje, com as redes sociais, blogs e tudo mais, existe um monte, acho o máximo”.
Considerado guru amoroso para muitos leitores que visitam o “consultório sentimental” em seu blog, Xico Sá conta que começou na carreira na coluna Macho – hoje extinta - , da revista da Folha , em 1997. “Essa seção tinha como objetivo dar dicas de bares, paquera, jogos, essas coisas. Eu achava que estava escrevendo para homens, mas era um engano. Começou a formar um público feminino muito grande porque elas se interessavam em saber o que se passava na cabeça deles”.
Ivan Martins O público feminino quase em massa também integra a audiência da coluna de Ivan Martins no site de Época . Mas o jornalista que acaba de lançar o livro “Alguém Especial”, que reúne as crônicas mais populares de sua coluna, além de algumas inéditas, foge do título de guru. “Eu tenho um certo pudor de agir como um consultor sentimental. Me acho até meio charlatão. Porque não existe apenas uma resposta certa para essas perguntas sobre relacionamento”.
No Twitter, Nina é seguida por quase 14 mil pessoas e conta que tem se surpreendido com a audiência cada vez mais jovem que a acompanha. “No blog, estou chegando em leitores muitos jovens, adolescentes mesmo. Isso não me preocupa, acho o máximo. Quando eu era adolescente tinha as pessoas que eu lia, que me ajudavam, então é o maior orgulho eu poder fazer isso também”.
Xico Sá também tem conquistado leitores mais novos, e acredita que seu diferencial seja entregar a fragilidade dos homens para as mulheres. Não é toa que seu público, tanto nos livros, crônicas no jornal ou no blog são majoritariamente mulheres. “Os homens muitas vezes caem sem querer, principalmente no blog, por meio de outros textos que eu costumo escrever sobre esportes”.
Questionados se acreditam ser como setoristas da editoria relacionamentos, os jornalistas contam que muito do seu trabalho se deve à colaboração de amigos e dos próprios leitores. A coluna de Martins, por exemplo, criada em 2009, é fruto da vontade de trazer um olhar pessoal sobre a mulher e para as relações. “A coluna é um espaço que eu posso colocar as ideias e os sentimentos que vem de observações, de coisas que vivi e também das confissões de amigos”.
Xico Sá Mais do que fazer o “feijão com arroz” uma vez por ano, há jornalistas que se dedicam quase que diariamente ao ofício da editoria “relacionamentos”. Este é o caso de Ivan Martins, que escreve todas as quartas-feiras sobre o assunto no site da revista Época , Nina Lemos, repórter especial da revista TPM e blogueira independente e Xico Sá, colunista e blogueiro da Folha de S. Paulo .
Com uma bagagem que inclui mais de uma década na função - exceto Martins, com quatro anos -, os profissionais assumem que a internet e as redes sociais têm um papel fundamental para a popularização da editoria e das discussões sobre o tema. Nina, que ao lado de mais duas amigas foi uma das precursoras ao falar de relacionamentos no extinto site 02 Neurônio, concorda. “Começamos de brincadeira, como uma forma para desabafar. A gente falava mal de homem e na época não tinha muita feminista. Hoje, com as redes sociais, blogs e tudo mais, existe um monte, acho o máximo”.
Considerado guru amoroso para muitos leitores que visitam o “consultório sentimental” em seu blog, Xico Sá conta que começou na carreira na coluna Macho – hoje extinta - , da revista da Folha , em 1997. “Essa seção tinha como objetivo dar dicas de bares, paquera, jogos, essas coisas. Eu achava que estava escrevendo para homens, mas era um engano. Começou a formar um público feminino muito grande porque elas se interessavam em saber o que se passava na cabeça deles”.
Ivan Martins O público feminino quase em massa também integra a audiência da coluna de Ivan Martins no site de Época . Mas o jornalista que acaba de lançar o livro “Alguém Especial”, que reúne as crônicas mais populares de sua coluna, além de algumas inéditas, foge do título de guru. “Eu tenho um certo pudor de agir como um consultor sentimental. Me acho até meio charlatão. Porque não existe apenas uma resposta certa para essas perguntas sobre relacionamento”. No Twitter, Nina é seguida por quase 14 mil pessoas e conta que tem se surpreendido com a audiência cada vez mais jovem que a acompanha. “No blog, estou chegando em leitores muitos jovens, adolescentes mesmo. Isso não me preocupa, acho o máximo. Quando eu era adolescente tinha as pessoas que eu lia, que me ajudavam, então é o maior orgulho eu poder fazer isso também”.
Xico Sá também tem conquistado leitores mais novos, e acredita que seu diferencial seja entregar a fragilidade dos homens para as mulheres. Não é toa que seu público, tanto nos livros, crônicas no jornal ou no blog são majoritariamente mulheres. “Os homens muitas vezes caem sem querer, principalmente no blog, por meio de outros textos que eu costumo escrever sobre esportes”.
Questionados se acreditam ser como setoristas da editoria relacionamentos, os jornalistas contam que muito do seu trabalho se deve à colaboração de amigos e dos próprios leitores. A coluna de Martins, por exemplo, criada em 2009, é fruto da vontade de trazer um olhar pessoal sobre a mulher e para as relações. “A coluna é um espaço que eu posso colocar as ideias e os sentimentos que vem de observações, de coisas que vivi e também das confissões de amigos”.





