Israel se recusa a transferir jornalista em greve de fome para hospital palestino
O jornalista palestino Mohammed al Qiq, detido em Israel sem acusação e em greve de fome há 77 dias, teve seu pedido para ser transferido para um hospital na Cisjordânia recusado.
Atualizado em 11/02/2016 às 16:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
em Israel sem acusação e em greve de fome há 77 dias, teve seu pedido para ser transferido para um hospital na Cisjordânia recusado.
Crédito:Divulgação Jornalista perdeu parte da visão e da audição em razão da greve de fome
De acordo com o jornal The Independent , um dia antes de pedir a transferência da unidade HaEmek, em Afula (Israel), para o hospital Ramallah (Palestina), o profissional perdeu grande parte de sua visão e habilidades auditivas, além de não conseguir falar.
O pedido foi negado pelas autoridades mesmo após a justiça suspender sua prisão administrativa, regime que permite a detenção sem acusação ou julgamento, e com o alerta de que o estado de saúde dele é delicado.
O advogado do jornalista, Ashraf Abu Sneiheh, disse que ele perdeu 40 kg, tem evidências de danos em seus órgãos internos e que corre um alto risco de sofrer um acidente vascular cerebral.
Apesar de congelar a prisão, o tribunal decidiu que al Qiq deve permanecer no hospital de Afula. Organizações como Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Anistia Internacional e a União Europeia pediram a libertação do profissional.
O Shin Bet, serviço de inteligência interior israelense, acredita que o jornalista é integrante do Hamas, movimento islamita palestino que controla a Faixa de Gaza. O grupo é considerado "terrorista" por Israel, Estados Unidos e União Europeia.
Crédito:Divulgação Jornalista perdeu parte da visão e da audição em razão da greve de fome
De acordo com o jornal The Independent , um dia antes de pedir a transferência da unidade HaEmek, em Afula (Israel), para o hospital Ramallah (Palestina), o profissional perdeu grande parte de sua visão e habilidades auditivas, além de não conseguir falar.
O pedido foi negado pelas autoridades mesmo após a justiça suspender sua prisão administrativa, regime que permite a detenção sem acusação ou julgamento, e com o alerta de que o estado de saúde dele é delicado.
O advogado do jornalista, Ashraf Abu Sneiheh, disse que ele perdeu 40 kg, tem evidências de danos em seus órgãos internos e que corre um alto risco de sofrer um acidente vascular cerebral.
Apesar de congelar a prisão, o tribunal decidiu que al Qiq deve permanecer no hospital de Afula. Organizações como Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Anistia Internacional e a União Europeia pediram a libertação do profissional.
O Shin Bet, serviço de inteligência interior israelense, acredita que o jornalista é integrante do Hamas, movimento islamita palestino que controla a Faixa de Gaza. O grupo é considerado "terrorista" por Israel, Estados Unidos e União Europeia.





