Irreverente e polêmica, Barbara Gancia mantém suas tiradas sarcásticas e espirituosas
No mês de maio, a colunista Barbara Gancia foi a perfilada do mês da revista IMPRENSA, com direito a participação especial do fiel companhei
Atualizado em 23/05/2011 às 20:05, por
Pamela Forti.
Barbaridades
No mês de maio, a colunista da Folha de S.Paulo Barbara Gancia foi a perfilada da revista IMPRENSA
ro Pacheco Pafúncio, um cãozinho Daschund. A jornalista já é patrimônio do jornal Folha de S. Paulo, dados os 27 anos que trabalha na publicação - e mantém suas tiradas sarcásticas e espirituosas. Veja aqui conteúdo extra ao perfil publicado na edição impressa, com fotos, depoimentos e um vídeo sobre a cobertura do casamento real britânico, no qual a jornalista esteve envolvida.Crédito:Alf Ribeiro Barbara gancia em sua casa, em São Paulo
Depoimentos na íntegra
Caio Túlio Costa, ex-colega de Barbara na Folha de S. Paulo
"Conheço ela desde o final dos anos 70 e começamos a trabalhar junto no começo dos anos 80 quando a trouxemos pra FSP. Alem de ser muito espevitada, ela é uma das pessoas mais antenadas e ativas com as quais eu já trabalhei. Espevitada, antenada e criativa. E muito corajosa, muito franca. O que tem lhe rendido alguns desafetos de vez em quando, mas as pessoas sempre acabam se deixando seduzir pelo bom humor dela"
Matinas Suzuki, ex-chefe de Barbara Gana na Folha de S. Paulo
"Trabalhar com a Bárbara foi uma das grandes alegrias da minha vida profissional. No começo dos anos 1990, fizemos juntos a Revista D, da Folha, com um grupo que me deixa imensas saudades: Bárbara, Lillian Pacce, Patrício Bisso, David Zingg, Jorge Caldeira, Wagner Carelli entre outros. Eu também adorava as Invasões Bárbaras. Acho que ela tem uma inteligência e um humor espontâneos, que funcionam muito bem no rádio e na TV".
Nirlando Beirão, ex-colega na editora Três
"Eu fui testemunha do início da carreira dela, na editora Três, onde ela foi fazer a revista Status. Eu trabalhava na Isto É, na época, que ainda se chamava Senhor. Ela ficava do outro lado do corredor e, um dia, ela se aproximou de mim muito candidamente e falou: "Eu tenho um dinheiro razoável na minha conta bancária, mas eu resolvi ser jornalista". E eu falei: "As duas coisa são incompatíveis. Você já percebeu corretamente". E falou: "Mas eu quero ser jornalista mesmo, é minha paixão, minha vocação. Eu gostaria de ter a liberdade de conversar com vocês que são os figurões". E nessa época, tinha o Mino Carta, que era o edito da revista, eu era o redator-chefe e tinha o Wagner Carelli, que era o chefe dela... Então, ela olhava com grande reverência. E então, eu descobri que ela não precisava de professor nenhum, que ela já sabia, que ela já tinha essa notícia para o que é notícia, o que é agradável. E ela quebrou todos os...
Ela conservou o olhar de fora, não é o jornalista careta, tradicional. Até hoje ela tem esse olhar de curiosidade que, infelizmente, alguns jornalistas perdem ao longo do tempo. Eu logo percebi que ela já sabia tudo, que não precisava de professor nenhum.
Ela descobriu que o principal patrimônio dela é o humor e for ao mau humor. O que eu acho bacana nela é que La alterna de vez em quando uma agressividade com uma delicadeza, uma doçura. Ela sabe alternar as duas coisas. Ela não fica só num canal, alterna ao sabor daquilo ou do personagem do qual ela está falando. Ela se dá o direito de ser as duas coisas, generosa e ácida.
Ela era muito agradável porque ela se colocava como uma jornalista que estava aprendendo e nunca fez pose, acho que ela não faz até hoje. Ela se comporta como se cada dia fosse um dia novo de aprendizado. E isso é fundamental para o jornalista, porque o jornalista que acha que já sabe tudo, pode ir embora pra casa.
Nem sempre eu concordo com ela, mas eu acho que ela tem seu papel nessa coisa"






