Irã proíbe livros de Paulo Coelho e escritor cobra posicionamento do Itamaraty

Irã proíbe livros de Paulo Coelho e escritor cobra posicionamento do Itamaraty

Atualizado em 10/01/2011 às 14:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Paulo Coelho
No Irã, o Ministério da Cultura e das Diretrizes Islâmicas proibiu a publicação de livros do escritor brasileiro Paulo Coelho. Estima-se que Coelho tenha vendido mais de seis milhões de livros no país.
O escritor foi informado por seu editor no Irã, Arash Hejazi, sobre a decisão do governo de Mahmoud Ahmadinejad. Em e-mail enviado ao brasileiro, Hejazi afirmou que foi "informado pelo Ministério que todos os livros foram proibidos, inclusive as versões não autorizadas publicadas por outras editoras" e que "todos os livros que têm o nome Paulo Coelho não estão mais autorizados a serem publicados no Irã".
Paulo Coelho disse ao Estadão que conta com o governo brasileiro para resolver o caso, que classificou como "um mal-entendido"."Espero que o Itamaraty e a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, não se omitam em relação a essa medida arbitrária pois, caso contrário, estarão assinando embaixo", afirmou. "Não sei se a decisão passou pela cúpula do governo iraniano, ou seja, se foi apenas uma medida do Ministério da Cultura".
Ainda segundo o Estadão , o governo iraniano já havia banido o livro "O Zahir", em 2005. Os exemplares da obra de Coelho foram levados por agentes do governo da Feira do Livro de Teerã. Na época, Hejazi disse que "o Ministério da Cultura estava extremamente preocupado com o aumento da popularidade de Paulo Coelho".
Apesar de o governo não se pronunciar oficialmente sobre o motivo pelo qual proibiu novamente os livros do escritor, Coelho acredita que o fato de ter ajudado seu editor iraniano a deixar o país, em 2009, tenha contribuído. "Em 2009, eu ajudei Hejazi a deixar o Irã logo depois das eleições", conta. "O mais surreal é que até as edições piratas estão vetadas. Não sei como vão controlar isso".

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