Interpol utiliza internet para procurar suspeito de pedofilia
Interpol utiliza internet para procurar suspeito de pedofilia
A Polícia Internacional (Interpol) fez uso, pela segunda vez em sua história, de sua página na internet para identificar um suposto pedófilo, veiculando seis fotos do suspeito no site da instituição na noite da última terça-feira (6).
A fotografia, que faz parte de um acervo de mais de 800 imagens, recolhidas desde 2006 pelos investigadores de 20 polícias em todo o mundo, exibe um homem entre 50 e 70 anos e de olhos azuis.
A estratégia da exibição via web é repetir o sucesso de outubro de 2007, quando a Interpol necessitou de apenas 11 dias para localizar e deter um pedófilo procurado por três anos. Paul Christopher Neil, um canadense, era acusado de abusar sexualmente de, pelo menos, 12 crianças no Vietnã e Camboja.
Ao contrário de Neil, o pedófilo procurado desta vez não tentou esconder o rosto: ele aparece em cem fotografias abusando sexualmente de três asiáticos com idades entre 6 e 10 anos.
A investigação da Interpol, batizada de "Idem", foi deflagrada há dois anos, após a polícia norueguesa ter encontrado as primeiras fotografias do suspeito em um computador apreendido com um pedófilo português, já condenado.
A Interpol, que não dispõe de informações sobre a identidade do suspeito, acredita que as imagens possam ter sido realizadas no Sudeste da Ásia, entre 2000 e 2001. Em comunicado enviado aos meios de comunicação, o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, pediu ajuda para "identificar este predador e proteger outras potenciais vítimas".
O apelo da Interpol surge em um momento em que vários países da Europa debatem a forma de punir e prevenir os crimes de pedofilia. Na Espanha, o pai da menor Mariluz, assassinada por um pedófilo condenado, mas em liberdade, reuniu já mais de 140 mil assinaturas para pedir a pena perpétua para crimes de pedofilia e a publicação das listagens de pedófilos condenados. Na França, o governo lançou o debate para a possibilidade de detenção perpétua de pedófilos reincidentes.
As informações são do site do Conjur.
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