Internautas utilizam Twitter para relatar conflitos no Irã e protestar contra Ahmadinejad

Internautas utilizam Twitter para relatar conflitos no Irã e protestar contra Ahmadinejad

Atualizado em 15/06/2009 às 16:06, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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Mesmo com o bloqueio à redes sociais e centenas de serviços online, informações sobre os protestos em Teerã, capital do Irã, contra a confirmação da vitória de Mahmoud Ahmadinejad, continuam ganhando o mundo através do relato de jornalistas e habitantes do país que buscam alternativas ao suposto combate promovido pelo governo contra os meios de comunicação e à web. Desde a última sexta-feira (12), o acesso a certos sites foi bloqueado e não é possível nem mesmo enviar um SMS ou qualquer tipo de mensagem via celular.

Apesar do bloqueio ao serviço de microblog Twitter, muitos conseguem postar e relatam o horror e covardia dos confrontos. Um dos twettes relata que "quando a polícia iraniana percebeu que seus tiros para o ar não dispersavam a multidão, mirou nas pessoas e começou a disparar". Segundo os usuários, os disparos são efetuados por atirados posicionados longe da multidão, nos telhados de prédios oficiais e de residências abandonadas.

Reprodução
Perfil de Iran Pishi, o mais ativo na rede de protestos

Em um outro relato dramático, porém irônico, um usuário escreve "essa é a beleza e a gentileza da República Islâmica do Irã", em seguida sugere um que remete a um site com fotos de pessoas feridas.

Um outro usuário faz ataque direto ao apoio da comunidade internacional à reeleição de Ahmadinejad. "Aos líderes estrangeiros que parabenizam Ahmadinejad: nós nunca esqueceremos os seus nomes e o modo como agiram".

A imprensa do país também não escapa às críticas. "Você já viu como a nossa própria televisão cobre tudo o que está acontecendo? É uma vergonha", ataca um internauta.

Os internautas ligados na cobertura alternativa aos conflitos especulam que hackers atacam os sistema de defesa montado pelo governo e por este motivo em alguns momentos é possível acessar o Twitter e postar links sobre a violência das ruas da capital iraniana.

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