Internautas pedem que charge de Maomé seja retirada da Wikipédia
Internautas pedem que charge de Maomé seja retirada da Wikipédia
Segundo a edição desta sexta-feira (15) do jornal espanhol El País , mais de 160 mil internautas reivindicam, através do site Care 2, a retirada da charge do profeta Maomé da enciclopédia virtual Wikipédia.
Criado por um jovem estudante e com sete milhões de membros, o Care 2 permite que qualquer pessoa exponha uma petição e busque apoio para ela através do portal. O texto que iniciou a campanha é intitulado "Retirar as imagens de Maomé da Wikipédia", e foi colocado em dezembro de 2007. No entanto, mesmo com toda essa mobilização, o Wikipédia anunciou que não irá retirar a imagem de seu portal.
A publicação da charge no site e em outros meios de comunicação causou uma nova onda de protestos entre muçulmanos. Copenhague e outras cidades dinamarquesas foram alvo, na noite da última quinta-feira (14) e na madrugada desta sexta-feira (15), de vários ataques incendiários que a polícia atribuiu a jovens que protestavam violentamente contra a divulgação das ilustrações do profeta.
De acordo com o El País , a campanha contra a charge no Wikipédia pede respeito às religiões e argumenta que, na cultura islâmica, as imagens do profeta e de outros seres humanos não são permitidas. As ilustrações que despertaram a polêmica aparecem na abertura da página dedicada ao profeta Maomé da enciclopédia digital.
Uma dessas imagens data o século XV e é de um manuscrito de Al Bïrünï, que está guardado na Biblioteca Nacional da França. A outra é considerada o primeiro retrato do profeta e data do século XIII. Esta mesma imagem pode ser encontrada em dezenas de sites na internet. O Wikipédia a reproduziu de um trabalho de Widjan Ali pelos retratos do profeta, entre os séculos XIII e XVII.
A Wikipédia é produzida pelos próprios internautas e, em geral, os artigos são abertos para edição, com o objetivo de se adicionar dados ou de se corrigir erros. Contudo, os artigos mais delicados são bloqueados para evitar 'vandalismo editorial'. O artigo sobre Maomé, por exemplo, é um dos que estão fechados para edição dos internautas.
As informações são do Portal Estadão.
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