Internautas pedem boicote à revista "Vice Land Brasil" por post racista e matérias ofensivas

A versão brasileira da revista canadense Vice Land publicou em sua seção digital “DOS & Dont´s” uma foto que gerou polêmica na internet e forçou o veículo retirar o post do ar e pedir desculpas.

Atualizado em 23/03/2012 às 16:03, por Luiz Gustavo Pacete.

canadense Vice Land publicou em sua seção digital “DOS & Dont´s” uma foto que gerou polêmica na internet e forçou o veículo retirar o post do ar e pedir desculpas.

vice No conteúdo, que segundo a revista teve origem na versão internacional, uma moça negra aparece junto com a legenda “é por isso que todo mundo deveria transar com uma negra pelo menos uma vez na vida. Mesmo que ela viva no depósito de uma bodega”.

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O post gerou indignação por parte dos internautas, como a jornalista Juliane Cintra de Oliveira, que pediu boicote à publicação. “Por acreditar que a discriminação racial deve ser banida de nossa sociedade, compartilho com todos a minha insatisfação com tal prática. A referida publicação reforçou a tríplice opressão de quais todas nós mulheres negras somos vítimas, a discriminação por Gênero, Raça/Etnia e Classes”, disse Juliane no Facebook.

Apesar do pedido de desculpas, publicado assim que começaram as manifestações, os internautas e leitores consideraram a manifestação da revista inadequada. “Pessoal, estamos cientes da ofensa causada por um post que traduzimos da gringa, mas já o apagamos”, diz mensagem da revista no Facebook e no Twitter.


IMPRENSA entrou em contato por telefone com André Maleronka, editor da revista. Ele informou que já havia publicado pedido de desculpas e apagado o post. Quando foi questionado sobre os cuidados da publicação em relação às traduções, desligou o telefone. A reportagem ainda tentou entrar em contato com uma nova chamada, mas não foi mais atendida. Em seguida enviou e-mail a André e aguarda retorno.
A revista Vice Land chegou ao Brasil em 2009 e está presente em 18 países. Conhecida por ser polêmica, a publicação gratuita é distribuída em casas noturnas e bares.
IMPRENSA contatou Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe-SP), e enviou o conteúdo do material publicado para sua análise.