Internautas "calados" são os maiores alvos de crackers e pedófilos, aponta pesquisa

Internautas "calados" são os maiores alvos de crackers e pedófilos, aponta pesquisa

Atualizado em 24/10/2008 às 19:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (24), a Internet Watch Foundation (IWF) divulgou os resultados de uma pesquisa que apontou que crackers e pedófilos se aproveitam do silêncio dos usuários médios da Internet. Em linhas gerais, o internauta menos ativo em denunciar e nem tão experiente acaba sendo um dos alvos mais fáceis de crimes cometidos por piratas da web.

O instituto ouviu usuários na América Latina, Reino Unidos e Estados Unidos e apontou que 77% das pessoas não sabe o que fazer quando, por exemplo, cai sem querer em uma página com conteúdo pedófilo. Segundo publicado pelo site INFO Online, a primeira reação é sair da página e tentar livrar-se do registro de ter caído em tal site.

A IWF afirmou que a quantidade de conteúdo criado por usuários na rede mundial é enorme e filtros e empresas que organizam as informações - como Google, Yahoo! e Microsoft - não têm como controlar isso sozinhas. Neste contexto, a fundação defende a atuação dos internautas em denunciar conteúdos inadequados.

A pesquisa sugere, ainda, que as entidades que administram o uso da Internet em cada país, bem como as empresas de hospedagem e conteúdo, orientem seus usuários a clicar em links para reportar e denunciar conteúdo abusivo.

UE reforça combate a crimes cibernéticos

Ainda nesta sexta-feira, as nações da União Européia concordaram em melhorar os esforços para reduzir a pornografia infantil e outros conteúdos ilegais na Internet. Jacques Barrot, membro da comissão de justiça e assuntos internos do bloco, afirmou que os ministros de justiça e assuntos internos apoiaram as propostas de colocar um sistema de alerta geral para melhor monitorar os responsáveis pela inserção de fotos e vídeos abusivos.

"Isso vai possibilitar que os Estados membros da União Européia possam trocar informações de maneira mais eficiente e combater esses crimes sérios", afirmou Barrot. Pelo esquema, autoridades nacionais estariam ligadas a um sistema de alerta europeu que espalharia notificações para os 27 países da UE quando sites ilegais e seus operadores forem encontrados.

Segundo publicado pela agência AP, a ministra interior da França, Michèle Alliot-Marie, que liderou as conversas neste dia, afirmou que o plano seria ter o policiamento da União e a coordenação dos alertas feita pela agência Europol. Baseada na Holanda, a autoridade deve, também, rodar um site onde o público poderá denunciar conteúdo ilícito. O objetivo dessa ação é assegurar que operadores ilegais de site não escapem para outro país do bloco.

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