Internautas burlam censura e criticam governo chinês em microblogs

Milhares de internautas quebraram o bloqueio imposto pelo governo da China e criticaram o acidente entre trens-bala que provocou 40 mortes na semana passada nos microblogs locais, informa a Folha De S.

Atualizado em 01/08/2011 às 13:08, por Redação Portal IMPRENSA.

bloqueio imposto pelo governo da China e criticaram o acidente entre trens-bala que provocou 40 mortes na semana passada nos microblogs locais, informa a Folha De S.Paulo, nesta segunda-feira (1°).
Segundo Daniel Méndez, coordenador do site Zaichina.net, que monitora a mídia chinesa, as mais de 8,3 milhões de mensagens críticas ao governo, publicadas nos sites de weibo, impõe uma forte e nova pressão nas autoridades. "Desta vez, não é crítica a uma pessoa, mas a um projeto nacional, orgulho do país", diz Mendez.
Para um repórter de um jornal de Guangzhou consultado pela Folha, a possibilidade de driblar a censura imposta pelo governo nos microblogs alivia a pressão dos veículos tradicionais. "Quanto mais meios reportarem, mais difícil será para o governo sancionar um meio em particular", explica o repórter.
As autoridades chinesas proibiram os meios de comunicação de publicarem notícias envolvendo o acidente. Segundo o repórter, muitas jornais resolveram ignorar as restrições. Até o periódico estatal Diário do Povo , do Partido Comunista, adotou uma postura mais crítica ao governo. Em editorial, o jornal afirma que "a China deve se desenvolver, mas não queremos um PIB acompanhado de sangue".
Perante a resistência da imprensa nacional, o governo aumentou a pressão para atenuar as discussões a respeito do acidente e ordenou o cancelamento de várias páginas de publicações.
"Nesta noite, centenas de jornais estão trocando suas páginas; milhares de repórteres estão tendo suas histórias retratadas. Dezenas de milhares de fantasmas não podem descansar em paz. Centenas de milhões de verdades estão sendo acobertadas", publicou um editor do jornal Diário da Metrópole do Sul , na última sexta-feira (29/07), em seu microblog. A mensagem foi apagada logo depois.
Leia Mais