Inteligência Emocional / Por Antonio Paiva Rodrigues - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza

Inteligência Emocional / Por Antonio Paiva Rodrigues - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza

Atualizado em 30/05/2005 às 17:05, por Antonio Paiva Rodrigues - Faculdade Integrada da Grande Fortaleza.

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Um mal-estar social toma conta da população brasileira, existe indicador de um crescente desconforto emocional, sobretudo entre as crianças. No Brasil, a tendência é para um individualismo exacerbado, o que acarreta, conseqüentemente, uma competitividade cada vez maior. A contestação é notada no ambiente de trabalho e no meio universitário. Essa visão de mundo traz consigo o isolamento e a deterioração das relações sociais. A lenta desintegração da vida em comunidade e a necessidade de auto-afirmação estão acontecendo, paradoxalmente, num momento em que as pressões econômico-sociais estão a exigir maior cooperatividade e envolvimento entre os indivíduos.Os pais, em nossos dias, exercem sua paternidade sob tensões e pressões de ordem econômica que não existiam na época de nossos avós. "Qualquer um pode zangar-se -isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa-não é fácil".(Aristóteles). Na verdade, as primeiras leis e proclamações sobre ética: o Código de Hamurabi, os Dez Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador, podem ser interpretadas como tentativas de conter, subjugar e domesticar as emoções. Como Freud observou em O Mal-estar na Civilização, o aparelho social tem tentado conter o excesso emocional que emerge, como ondas, de dentro de cada um de nós. Para o melhor ou a pior, forma como avaliamos situações complicadas com que nos deparamos e nossas respostas a elas são moldadas não apenas por nossos julgamentos racionais ou nossa história pessoal, mas também por nosso passado ancestral. "A própria raiz da palavra emoção é do latim movere" - "mover" -acrescido do prefixo "e" -, que denota "afastar-se", o que indica que em qualquer emoção está implícita uma propensão para um agir imediato."A Inteligência Emocional é uma tese científica que vem pôr em questão certas visões estreitas que até hoje dominaram o conhecimento humano. Numa época em que se multiplicam manuais de auto-ajuda, tentando nos adestrar para a felicidade, a ciência busca um guia para esta viagem pelos descaminhos da mente humana. Sem prescrever fórmulas mágicas, sem apontar terapias alternativas para a salvação da humanidade, historiadores mostram que conhecimentos científicos podem efetivamente atuar na transformação do homem. A incapacidade de lidar com as próprias emoções pode destruir vidas, acabar com carreiras promissoras". Crimes hediondos, suicídio, abuso de drogas, imunidade, impunidade, são sinais alarmantes de uma sociedade doente e muito doente. Reflexo de uma cultura que só apostou no intelecto, relegando ao esquecimento o lado emocional do individuo. Inteligência Emocional é uma relação polêmica com o ser, mostra a importância de se considerar a emoção para se chegar a uma sociedade mais". equilibrada e feliz. A Inteligência Emocional é um grito de alerta aos que pensam que a razão é a única responsável por nosso destino, polemico, inovador e inquietante. Um alto QI não é garantia de sucesso. A emoção pode dar a verdadeira medida da inteligência humana. A ausência de habilidade emocional pode ser verdadeiro motivo de tantos casamentos desfeitos. No mundo empresarial e universitário, o QI (Coeficiente Intelectual) alto consegue um bom emprego. O QE (Coeficiente Emocional) alto garante promoções. A Inteligência Emocional veio para tratar das grandes questões da mente humana com argúcia e profundidade e deve ser inserida nas escolas nas séries fundamentais, é indispensável nas universidades para educar melhor o homem, para não deixá-lo aprisionado por suas emoções, para os políticos para aprenderem a lidar com o erário público, com a responsabilidade, incrementá-la nas classes mais baixas para que no futuro tenhamos uma população mais consciente. Enfim para todos. Ela veio com força total, dominando o famoso QI, e abrindo uma porta mais larga, para os homens de boa vontade. Vamos iniciar pela alfabetização Emocional, aprender a controlar as emoções, Quais os momentos oportunos, Inteligência Emocional Aplicada, sua natureza e o cérebro emocional. Nessas virtudes estas as belas nuanças da vida que servirão de elo de ligação do esplendor ao amor. ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO-ACADÊMICO DA ALOMERCE E MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE IMPRENSA (ACI). A VIOLÊNCIA DE TODOS OS DIAS: No teatro de operações, onde a violência urbana mostra todas as formas de incredulidade humana, tanto na capital fortalezense, como no "interlã" cearense, o palco da miséria, o cenário visual está deletado pelo modelo sócio-econômico atual. O homem do campo, o agricultor em época de vacas magras, não consegue colher o mínimo para o seu sustento, e de sua numerosa família. As agruras, começam a infernizar a vida desse laborioso trabalhador rural, trazendo-lhe a fome, a miséria, as ações deleterianas que transformam os ideais de um homem sofredor, numa esperança inóspita, levando-o a migração de seu torrão natal, para os desconfortos das favelas, dos viadutos, e das zonas de risco da capital. É mais um pai de família, que vai acrescer as estatísticas da tristeza pauperrista, que dilaceram corações humanos, aniquilando o ego, mostrando nos pródromos, nos écrans, como vivem os estropiados, que tentam um lugar ao sol nas grandes cidades, e megalópoles. Esta situação tem uma causa e toda causa um efeito. O país, paga por mais esta especulação 3% ou mais, do PIB (Produto Interno Bruto), somente em juros da dívida interna e externa. São dois cânceres que permeiam, e ocasionam um aumento exorbitante de juros, e uma crescida inopinada da inflação, encurtando o nosso minguado salário, obrigando-nos a pagar exorbitantes quantias de taxas e juros que na realidade não sabemos aonde irão aterrisar. O salário não acompanha a inflação, e os trabalhadores se arriscam nos perigosos bicos, que geralmente causam-lhe transtornos horripilantes, enquanto as autoridades constituídas, se tornam inoperantes, e imantam a população ao sofrimento descabido, no sofrimento vulgar, onde crianças morrem a míngua, de fome, e os que escapam vão às ruas no desespero vital do intuito de levar alguns trocados para casa, e quando não os conseguem, partem para o furto, e dele para o roubo, conseqüentemente para a criminalidade. É triste, asqueroso vermos crianças vendendo seus corpos, como se fossem mercadorias, por qualquer moedinha para saciar sua fome, e normalmente dessa empreitada surgem às gravidezes precoces, são seres que irão passar as mesmas atribulações, e farão com certeza o efetivo do batalhão do crime aumentar. Seria de melhor alvitre uma modificação ou modernização em nosso modelo econômico, mas as autoridades só pensam naquilo. Devemos ter o bom senso de escolher as opções que melhor se apresentem e se adaptem a um novo modelo econômico para soerguer o Brasil, pois só assim poderemos ter melhores dias, e diminuir a violência urbana e rural. As metrópoles recebem mensalmente pessoas despreparadas para o avanço tecnológico, mas que respiram um ar de esperança e melhores dias. Outro indicador de grande porte que mede a economia em nosso Estado e País, constatou o empobrecimento do povo e a decadência da classe média. A concentração da riqueza permanece nas mãos da minoria, formando uma pirâmide alarmante mostrando as desigualdades econômicas, e o enriquecimento ilícito, e não punitivo, dos peixes grandes e vorazes que na realidade nem impostos pagam, enquanto os boanas, sofrem para pagar uma previdência falida, um sistema de educação inexistente, uma segurança combalida, e uma saúde inacreditável. O que se vê nas imediações dos hospitais da cidade é o crescente número de funerárias, que estão em alta pelo desleixo do governo com a saúde, o que nos resta é o famigerado plano funerário, que levará através da sua organização e de seus serviços os despojos materiais que serão consumidos pelos vermes, quando o corpo passa pelo estado de putrefação, e antes de sofremos a ação desses vermes vampirizadores, que nos sugam dia-a dia até chegarmos à exaustão corporal, que pode nos levar ao óbito. As filas (bichas) homéricas dos oprimidos para conseguir uma consulta, e a desumana espera por uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) tem levado muita gente que acreditou nas promessas de campanha de determinados políticos sagazes, que dão às costas para seu eleitorado, aquele que o auxiliou a ingressar na vida política, e como premio recebe de seu(s) candidato(s), aquilo que temos que aprender a dar aos nossos filhos para que eles num futuro bem próximo se voltarem contra nós, os pais. Um não. Esta é a nossa calamitosa situação. ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO-ACADÊMICO DA ALOMERCE-MEMBRO DA ACI (ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE IMPRENSA) dia 30/05/2005