Integrantes do governo francês tentam desmentir denúncias do Le Monde

Integrantes do governo francês tentam desmentir denúncias do Le Monde

Atualizado em 15/09/2010 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Integrantes do governo francês tentam desmentir denúncias do Le Monde

O governo francês tentou desmentir o suposto caso de violação de sigilo de fonte jornalística, denunciado pelo jornal Le Monde . Segundo informações d´ O Estado de S. Paulo , ministros, diretores de polícia e órgãos de espionagem vieram à público, na última terça (14), para justificar as investigações ordenadas pelo Palácio do Eliseu - gabinete do presidente Nicolas Sarkozy.

O ministro do Interior, Brice Hortefeux, declarou que o Estado tem o "dever" de investigar vazamento de informações, mas que não houve ordem para espionar o informante do jornal. "Não houve nenhuma ordem, nenhum pedido do Palácio do Eliseu, em nenhum nível, não houve nenhum pedido de escuta telefônica", afirmou Hortefeux.

O ministro disse, ainda, que a iniciativa da presidência teria como objetivo identificar e afastar um funcionário que agiu de maneira "desleal", para, assim, proteger dados confidenciais.

O diretor da Direção Central de Informação Interior (DCRI, sigla em francês), Frédéric Péchenard, informou que não houve quebra de sigilo, pois o pedido do governo teria se baseado na hipótese de "investigação de pessoa qualificada", o que autoriza a espionagem.

As justificativas dos integrantes do governo francês foram desmentidas pelo diretor-geral da Comissão Nacional de Controle das Interceptações de Segurança (CNCIS), Remi Récio. Em declaração feita ao Le Monde , Récio disse que a espionagem não poderia ser considerada como "investigação de pessoa qualificada" pois só se enquadraria "em casos de prevenção ao terrorismo".

O Le Monde havia anuciado que processaria o gabinete de Sarkozy, alegando que a presidência agiu de maneira ilegal ao ordenar a espionagem da fonte usada pelo jornal. As informações foram utilizadas em reportagem sobre escândalo financeiro envolvendo a mulher mais rica da França e herdeira da L´Oreal, Liliane Bettencourt.

A publicação também afirmou que a União por um Movimento Popular (UMP), partido de Sarkozy, seria beneficiada por um esquema de financiamento ilegal de campanha, montado pelo ministro do Trabalho francês, Eric Woerth, segundo o jornal.

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